T&D como estratégia para redução de turnover em grandes empresas

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Pessoas são a alma da corporação. São o que leva adiante a missão e a razão de existir de toda empresa, o que é essencial para atrair e influenciar clientes, consumidores e demais stakeholders. Quando falamos que uma empresa precisa se desenvolver, crescer, acelerar ou melhorar, estamos nos referindo, automaticamente, às pessoas daquela empresa.

Já sabemos que a receita do bolo do sucesso tem como principal ingrediente o treinamento, para que cada colaborador desempenhe suas funções e responsabilidades não só adequadamente, mas buscando a excelência. 

Organizações disputam por profissionais habilidosos

Hoje, a briga pelos melhores profissionais só cresce. Com isso, os custos de RH para manter as pessoas felizes crescem também.

Grandes empresas estão apostando nos mais diversos pacotes de benefícios e diferenciais para atrair o colaborador, e se tornar uma empresa melhor para se trabalhar em comparação aos seus vizinhos (e hoje, todo o mundo é vizinho). O resultado é um RH sob pressão, que precisa atrair, encantar e reter os talentos existentes.

Quando o novo colaborador entra em uma organização, ele tem o astral lá em cima e está ansioso para trabalhar, ser treinado e mostrar seu valor. Perceba que essa empolgação tem tudo a ver com o aprendizado de algo novo, com navegar águas não exploradas e se desafiar individualmente para entregar algo coletivo na outra ponta, em prol do seu time e da sua empresa. 

O desafio está em manter esse “flow” quando o dia a dia começa a acontecer: os benefícios tornam-se “normais”, o salário na conta não é mais novidade e as tarefas são recorrentes. Aquele friozinho na barriga e o sentimento de aventura passam. Mas será que precisam mesmo passar? 

Altas taxas de rotatividade em empresas impactam negativamente funcionários, RHs e lideranças. Por isso, é importante refletir sobre os impactos cotidianos, como a sobrecarga de outros membros dos times, o clima pesado, e o quanto a produção e a entrega são afetadas.

Aí é que entra o poder do T&D para manter a chama acesa, em um ritmo mais estável e sustentável, por meio da aprendizagem contínua.

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A seguir, vamos entender alguns pontos-chaves que podem viabilizar a redução de turnover nas empresas, se embasados em uma estratégia sólida de e-learning:

  • Aprendizado em movimento

Muitos colaboradores têm dificuldade em gerenciar o trabalho e o treinamento simultaneamente. Fazer malabarismos pode levar à exaustão e até causar um efeito rebote em sua estratégia.

No entanto, com um LMS multiexperiência, em um catálogo de trilhas personalizável, você pode fornecer treinamento flexível para os seus times, respeitando a individualidade produtiva. Um exemplo campeão vem dos colaboradores que são protagonistas da própria carreira e utilizam o deslocamento como um momento de aprendizagem.

Alguns consomem microvídeos e papers no ônibus, metrô ou Uber. Outros que dirigem, conectam audiobooks e podcasts via bluetooth e, assim, podem ter uma experiência de áudio-learning no caminho. 

O ponto é dar aos seus times o poder de escolha de hora e local para que desenvolvam esses hábitos. Com essa autonomia, o nível de confiança na empresa por parte do colaborador aumenta e se estabelece uma relação ganha-ganha.

  • Variedade de conteúdo 

O treinamento tradicional no local de trabalho fornece aos funcionários apenas material baseado em texto e apresentações faladas, que não podem ser revisitadas.

Esses materiais podem ser informativos, mas não conseguem criar impacto nas mentes dos funcionários. Já uma estrutura digital, com múltiplos formatos de conteúdos, oferece aos instrutores a oportunidade de causar maior impacto e fixação dos seus treinamentos. 

Para dar um exemplo prático de interação: aqui no DOT, desenvolvemos um curso bem específico, em vídeo e com base em storytelling, para o time de segurança patrimonial de uma grande planta fabril.

Como exercício, uma situação de perigo é demonstrada e o colaborador sinaliza a ação que tomaria entre as opções existentes. Cada decisão tem um desfecho diferente, demonstrado no próprio vídeo, como consequência dessa escolha.

  • Comunicação

Boa comunicação entre líderes, liderados e alta gestão é crucial, não apenas para transmitir informações relevantes, mas também para fomentar familiaridade e confiança entre as pessoas. Esse sentimento de equipe é muito poderoso e essencial para a redução de turnover nas empresas.

Observe os mais adeptos da comunicação informal: eles criam relacionamentos e amizades com quem sentem que podem interagir abertamente e fazer perguntas sem medo de julgamentos. Mas as pessoas são diferentes e muitos bons profissionais são mais resguardados.

Por isso, precisamos criar ambientes que tenham como finalidade promover a livre comunicação.

Plataformas de treinamentos, interação e ferramentas de LMS trabalham recursos de aprendizado social que tornam treinamentos mais interativos, divertidos e leves. Os fóruns de discussão, salas de bate-papo ao vivo, pergunte a seus especialistas, etc., permitem que os funcionários se comuniquem com seus colegas, pares, líderes e liderados.

É importante salientar que cada ferramenta propicia um comportamento diferente. Se a cultura da empresa preza pela comunicação aberta e horizontal no dia a dia, o ambiente de aprendizagem, por si só, já contribui para derrubar barreiras de timidez e incertezas pessoais.

  • Informações compactas e nítidas

O volume do material de aprendizagem importa muito. Se os conteúdos são intermináveis e têm uma linguagem muito difícil, é provável que sua absorção seja comprometida. Falta de compreensão dos treinamentos pode ferir a autoestima do colaborador, afetar seu desempenho e, consequentemente, encorajar a sua saída da empresa.

No entanto, hoje podemos contar com um vasto leque de possibilidades em microlearning, que ajuda os profissionais de T&D a criarem pequenos pacotes de módulos e recursos de aprendizagem. Informações compactas e nítidas podem ser facilmente digeridas e assimiladas, dando ao colaborador, ainda, a oportunidade de experimentar esse conhecimento com a prática cotidiana entre sessões.

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  • Gamificação

Seres humanos são altamente motivados por recompensa e reconhecimento, e a falta de apreciação pode distanciá-los da organização, ainda mais em um cenário de RH tão competitivo em tantos setores, como é o caso da tecnologia.

Em grandes empresas, com alta quantidade de colaboradores, é um desafio para instrutores e líderes de equipe apreciar cada funcionário pessoalmente, e é aí que a gamificação entra como um aliado, que automatiza processos de reconhecimento, reforça a cultura de alta performance e contribui fortemente para a estratégia de redução de turnover.

É claro que, partindo do raciocínio de que treinamentos não têm um fim em si, mas sim um impacto nos resultados financeiros e de qualidade de entrega das organizações, eles deverão, também, ser atrelados à performance e cumprimento de metas em PDIs e OKRs.

  • Redução de custos

Custos de viagens, horas de instrutores para ministrar os mesmos treinamentos repetidamente, aluguéis de salas, coffee break? Isso não é mais necessário em muitos contextos de treinamento:

  • Hoje, vemos clientes e parceiros contratando pessoas das mais diversas localidades, e todas conseguem desfrutar do mesmo onboarding;
  • Os treinamentos para franquias e franqueados também deram um salto na redução de custos para todas as partes envolvidas;
  • Empresas com sedes em diferentes países conseguem trazer maior alinhamento e consistência para seus times, além de não precisarem mais refazer todo esse conteúdo em cada local, graças à tecnologia multilíngue;

Todos os exemplos citados acima promovem no colaborador o sentimento de unidade, de fazer parte de algo estruturado, o que reduz – e muito – as chances de ele trocar de empresa.

Conclusão

Todos nós queremos ser apreciados e valorizados. Na era da informação, nosso maior valor como profissionais está na troca de conhecimento, para então resolver problemas e nutrir relacionamentos de confiança com colegas, parceiros e clientes. 

Se você está no mercado há algum tempo, provavelmente se lembra do sentimento de ser “jogado” em um projeto ou área sem a mínima noção do que fazer ou do que seria esperado de seu trabalho. 

Essa cultura ultrapassada não segura colaboradores no mundo de hoje, nem mesmo com altos salários. O dia a dia é a chave para o sucesso ou o fracasso de uma corporação, e o T&D tem o poder de promover pertencimento, performance e satisfação.

2022-07-13T15:48:01-03:00