Nossa colunista convidada, Sophia Soliva, fala sobre sua experiência com ROI e cuidado estratégico na Nokia. 

Um dos grandes desafios de Recursos Humanos é mostrar, de forma mensurável, o valor do cuidado estratégico nas iniciativas de saúde corporativa.

O RH não pode ser visto apenas como área de apoio, mas como parte essencial da sustentabilidade do negócio. Foi com essa visão que migramos as terapias de saúde para a plataforma Wellz – uma decisão estratégica que gerou retorno financeiro e fortaleceu ainda mais nosso compromisso com o cuidado das pessoas e seus dependentes.

Antes da mudança, enfrentávamos o impacto crescente da sinistralidade em nosso plano de saúde.

Os atendimentos eram descentralizados, sem padronização de qualidade ou acompanhamento estruturado. Isso aumentava custos e dificultava a prevenção de casos mais graves. Além disso, havia o risco de colaboradores e dependentes não receberem a atenção adequada no tempo certo.

Com a plataforma, conseguimos transformar essa realidade:

  • Centralizamos os atendimentos em uma plataforma especializada;
  • Ampliamos o acesso à rede de profissionais;
  • Incorporamos o uso de dados para monitorar indicadores de forma contínua.

O resultado foi imediato: aumento na adesão às terapias, redução de quadros agravados e, consequentemente, diminuição da sinistralidade.

Cuidado estratégico: o ROI dessa iniciativa vai além da economia financeira.

Conseguimos oferecer mais qualidade no cuidado, flexibilizando o acesso para que colaboradores e dependentes encontrassem atendimento de forma ágil, digital ou presencial.

Ao antecipar demandas e evitar custos de internações ou tratamentos de alto impacto, garantimos previsibilidade financeira ao mesmo tempo em que fortalecemos a cultura de bem-estar.

Outro diferencial foi a inteligência de dados.

Com relatórios estruturados, passamos a identificar padrões de uso e perfis de risco, o que nos permite desenhar ações preventivas e campanhas educativas mais assertivas. Esse nível de análise eleva o papel do RH para além da gestão de benefícios: tornamo-nos parceiros estratégicos na sustentabilidade do negócio.

Mas o resultado não está apenas nos números. A mudança trouxe histórias reais de colaboradores que encontraram apoio em momentos críticos e de dependentes que passaram a receber terapias contínuas e integradas.

Esse impacto humano mostra que ROI também significa retorno em engajamento, produtividade e confiança na empresa.

Em resumo, a migração para essa plataforma especializada prova como o RH, quando atua de forma prática e estratégica, consegue equilibrar cuidado com eficiência. Reduzimos custos, aumentamos a qualidade do atendimento, geramos dados para decisões mais inteligentes e, acima de tudo, fortalecemos a percepção de que cuidar das pessoas é parte fundamental da sustentabilidade de qualquer negócio.

 

Sophia Soliva Ribeiro é HR Director na Nokia e membro da comunidade DOT Connections – CHRO

Perguntas frequentes sobre cuidado estratégico no RH

O que é cuidado estratégico no RH?

É tratar as iniciativas de saúde corporativa como parte da sustentabilidade do negócio, com valor mensurável, e não como simples área de apoio. Na Nokia, essa visão levou à migração das terapias de saúde para a plataforma Wellz, decisão que gerou retorno financeiro e fortaleceu o cuidado com colaboradores e dependentes.

Como reduzir a sinistralidade do plano de saúde?

Na experiência relatada pela Nokia, três medidas fizeram diferença: centralizar os atendimentos em uma plataforma especializada, ampliar o acesso à rede de profissionais e monitorar indicadores de forma contínua com dados. O resultado foi aumento na adesão às terapias, redução de quadros agravados e diminuição da sinistralidade.

O retorno de programas de saúde corporativa é só financeiro?

Não. Ao antecipar demandas e evitar internações e tratamentos de alto impacto, a empresa ganha previsibilidade financeira, mas o ROI também aparece em engajamento, produtividade e confiança na empresa. Na Nokia, a mudança trouxe histórias de colaboradores que encontraram apoio em momentos críticos e dependentes com terapias contínuas.

Como a inteligência de dados ajuda o RH na saúde corporativa?

Relatórios estruturados permitem identificar padrões de uso e perfis de risco, base para ações preventivas e campanhas educativas mais assertivas. Para Sophia Soliva, HR Director na Nokia, esse nível de análise eleva o RH da gestão de benefícios a parceiro estratégico na sustentabilidade do negócio.

Quais os riscos de atendimentos de saúde descentralizados na empresa?

Sem padronização de qualidade nem acompanhamento estruturado, os custos aumentam e a prevenção de casos graves fica mais difícil. Foi o cenário da Nokia antes de centralizar as terapias: havia ainda o risco de colaboradores e dependentes não receberem a atenção adequada no tempo certo.