Especialista em Design de Aprendizagem do DOT Digital Group explica quais são os tipos de vídeos mais adequados para cada estratégia e o que deve ser considerado no roteiro e conteúdo de cada projeto de audiovisual para RH.

Levantamento feito pela divisão de mídia da Nielsen Brasil, em parceria com a empresa de pesquisas de mercado Toluna, confirma o que todo mundo já desconfiava: o consumo de vídeos, filmes e programas de TV é a principal atividade do brasileiro na internet na pandemia – resposta dada por 93,2% dos entrevistados. 

Um hábito que deve seguir em alta, segundo projeção da líder mundial em TI e redes Cisco, que aponta que conteúdos em vídeos responderão por 82% do tráfego da internet até 2021. 

Para a especialista em Design de Aprendizagem do DOT Digital Group, Fernanda Gaona, são números que reforçam a importância do uso desse tipo de recurso em ações de audiovisual para RH, no treinamento e desenvolvimento por empresas. 

“A educação corporativa mudou e podemos beber dessa fonte, extrair dela o melhor para aplicar nas estratégias de educação corporativa, para ter maior alcance e obter maior engajamento”, diz a especialista. 

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Formatos que podem ser utilizados em projetos de audiovisual para RH

 

Há diversos formatos que podem ser usados em projeto de audiovisual para RH, a depender do público que quer ser alcançado e da mensagem a ser passada. 

Videoaulas, vídeo depoimento e vídeo animação são alguns deles e podem ser usados como recurso para apresentar aos colaboradores desde uma nova liderança, ensinar a trabalhar com um novo sistema ou mesmo apresentar a organização a novos funcionários no onboarding

“Para conseguir um bom vídeo não podemos esquecer quem é aquela empresa, qual é a estratégia dela, para onde ela está indo e o que quer alcançar com aquele treinamento”, resume Fernanda. 

Na hora da produção do roteiro e conteúdo, deve ser considerada a cultura da organização, a forma como a comunicação com os funcionários já é feita no dia a dia, se mais ou menos informal.

Bem como garantir que todos os colaboradores se sintam representados pelas imagens e conteúdos; e também o tempo necessário para assimilá-lo, o que pode levar à necessidade de produção de mais de um vídeo ou de complementação com outras mídias, como ebook e podcast.

“Já desenvolvemos vídeos para nossos clientes comunicarem regras sobre dress code aos colaboradores, pois é um recurso que torna a mensagem menos impositiva, uma videoaula sobre funil de vendas e uma animação sobre gestão de tempo e redes sociais, só para citar alguns exemplos de aplicação”, lista a especialista do DOT Digital Group.

A seguir, confira algumas dicas para introduzir vídeos nas atividades de educação corporativa na sua empresa. 

Tipos de vídeos para projetos de audiovisual

Videoaula

  • Pode ter como apresentador um ator ou mesmo um colaborador; 
  • O apresentador não precisa estar na mesma posição sempre. E ele deve se portar de acordo a cultura da empresa. Se menos formal, pode caminhar pela empresa enquanto fala; 
  • O uso do chroma key (aquele fundo verde usado para receber sobreposições de imagens) pode ser bom, mas que tal pensar num cenário que tem a ver com a empresa? 
  • O mais importante é falar a língua da empresa.

Vídeo depoimento

  • As empresas exploram mais do que alguns há anos;
     
  • É mais fácil de ser produzido porque bastam um celular e uma ideia; 
  • Ele pode ser gravado a qualquer hora e lugar; 
  • É uma boa estratégia para apresentar uma nova liderança ou para os colaboradores apresentarem a empresa a novos colegas onboarding; 
  • É um bom recurso para ser usado por empresas que têm lideranças espalhadas por diversas unidades, pois ele conecta as pessoas mais facilmente.

Vídeo animação

  • Quando a foto não ilustra, invista na ilustra; 
  • Pode conter estratégias de gamificação (mecânicas e dinâmicas de jogos que ajudam a engajar pessoas, resolver problemas e melhorar o aprendizado, motivando ações); 
  • É indicado para apresentação de esquemas e gráficos.

Roda de conversa

  • Bastante comum em programas de debate e entrevista na TV, onde são trabalhados assuntos da atualidade; 
  • Na educação corporativa funciona muito bem porque consegue ter o mesmo efeito de uma reunião presencial; 
  • Pode ser usado para promover uma discussão relevante, que com diversidade de ideias e permite que isso seja feito de forma descontraída, até para tratar temas mais espinhosos. Formato pode ser transformado em podcast, posteriormente (uso do áudio do vídeo).

Como elaborar um bom roteiro

  • Fale a língua do público: a cultura da empresa deve falar mais alto. Como a empresa se comunica? Quem é meu público? Os colaboradores são mais formais ou informais? Pense no porta-voz. O uso de um ator é mais profissional, mas sua forma de comunicar precisa estar alinhada à cultura da empresa.
  • O  momento certo importa: planeje o momento certo de comunicar, pois engajamento tem hora certa. Considere o momento em que a empresa está. Essa comunicação precisa estar alinhada e o clima organizacional é sempre muito nítido.
  • Considere o conteúdo: se for produção interna ou não, o conteúdo precisa ser apresentado no formato mais adequado para aquela aprendizagem. Deve ser considerado quem deve passar aquela mensagem: alguém com um cargo de liderança na empresa, por exemplo. Também deve ser avaliado quanto tempo o colaborador vai precisar para assimilar aquele conteúdo. Planeje bem a carga horária da ação e se um vídeo apenas será suficiente. 
  • Foco nas imagens: garanta que todos os colaboradores se sintam representados. Se houver imagens internas, use as nas ações. Foque no design também: lettering ou ilustrações devem ser sofisticas.

  • Invista na mensagem certa: planeje a mensagem do vídeo. Qual marca você quer deixar? O que você quer que ela mude no dia a dia do colaborador? Essa mensagem tem de ser colocada em prática, posteriormente. 

(Reprodução do texto produzido pela assessoria de imprensa Dialetto).