Existe uma pergunta que muitos líderes de RH e T&D evitam fazer em voz alta: se estamos investindo tanto em treinamento, por que ainda temos tantas lacunas de competência?
A resposta incômoda é que, durante anos, o mercado confundiu esforço com resultado, catálogo com cultura e horas concluídas com aprendizagem de verdade.
E enquanto os dashboards mostravam números crescentes de engajamento na plataforma, os gestores continuavam reclamando das mesmas falhas de execução. Os colaboradores continuavam saindo dos treinamentos sem saber exatamente o que fazer diferente. Esse gap não é um problema de orçamento, é um problema de perspectiva.
O RH está medindo a coisa certa?
Pergunte para qualquer equipe de T&D como ela avalia o sucesso dos seus programas. A resposta quase sempre vai envolver métricas de volume: taxa de conclusão, horas por colaborador, NPS do treinamento, número de trilhas ativas.
Esses indicadores têm valor, mas eles medem o esforço da empresa e não o impacto na pessoa.
Há uma diferença fundamental entre saber que 94% dos colaboradores completaram o módulo e saber se eles conseguem aplicar o que aprenderam. Entre registrar que a liderança aprovou o orçamento de T&D e entender se ela, de fato, cria as condições para o aprendizado acontecer no dia a dia.
O que está faltando nos diagnósticos de maturidade de aprendizagem da maioria das empresas brasileiras é simples e, ao mesmo tempo, ignorado: a perspectiva de quem vive a experiência de aprendizagem na prática.
Grande parte das pesquisas e avaliações de T&D no Brasil ouve gestores, líderes de RH e responsáveis por treinamento. A voz do colaborador – de quem está na ponta, recebendo os programas, tentando aplicar o conteúdo sob pressão de prazo e demanda – aparece raramente, e de forma pouco estruturada.
Enquanto isso, as decisões sobre investimento, formato e prioridade de conteúdo continuam sendo tomadas sem o principal dado que importa: o que está, de fato, funcionando para quem aprende?
A virada de perspectiva que o mercado precisava
É para responder a essa pergunta que o DOT Digital Group – maior ecossistema de treinamento digital do Brasil, com mais de 30 anos de experiência e mais de 10 milhões de capacitações realizadas – está conduzindo a 1ª Pesquisa de Maturidade de Aprendizagem no Brasil.
A iniciativa é inédita porque muda o eixo da avaliação: em vez de perguntar para as empresas quanto elas investem em desenvolvimento, a pesquisa pergunta para os colaboradores o que eles percebem, sentem e conseguem fazer a partir das iniciativas de aprendizagem que recebem.
Para Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT Digital Group, a efetividade da educação corporativa não pode mais ser avaliada somente pela ótica de quem planeja e executa os programas. O colaborador é quem vivencia a experiência de aprendizagem no cotidiano, sente se o conteúdo conversa com seus desafios reais e percebe se a empresa cria ou não uma cultura favorável ao desenvolvimento. Ignorar essa perspectiva é continuar tomando decisões com metade das informações.
Os seis pilares que separam empresas que treinam das que desenvolvem
Para que o diagnóstico seja consistente, comparável e acionável, a pesquisa avalia a maturidade da aprendizagem corporativa a partir de seis pilares. Para o RH e as lideranças, eles funcionam como um mapa e como um espelho.
1. Cultura de aprendizagem
O aprendizado é parte do DNA da empresa ou ainda é tratado como uma obrigação a ser cumprida no fim do trimestre?
2. Liderança
Os líderes criam espaço ativo para o desenvolvimento das equipes ou aprendizagem é algo que acontece apesar da liderança, não por causa dela?
3. Tecnologia
As ferramentas disponíveis facilitam o acesso e a personalização da experiência ou criam mais fricção do que engajamento?
4. Experiência do colaborador
A jornada de aprendizagem foi pensada para quem aprende ou para quem reporta?
5. Alinhamento estratégico
Os programas de T&D estão conectados aos objetivos reais do negócio e às necessidades de cada função ou seguem um calendário descolado da operação?
6. Aplicação prática do conhecimento
O ambiente de trabalho favorece a aplicação do que foi aprendido ou o colaborador volta do treinamento para a mesma rotina que não deixa espaço para mudança?
Esses seis pilares revelam algo que os indicadores tradicionais raramente mostram: se a educação corporativa está de fato integrada ao negócio ou se ainda opera como uma ilha, bem intencionada, mas desconectada de onde o trabalho real acontece.
Por que isso importa agora – especialmente para o RH
Já sabemos que o papel do RH mudou, mas o que ainda não mudou na mesma velocidade são os instrumentos de diagnóstico que o RH usa para tomar decisões sobre aprendizagem.
Continuamos investindo com base em benchmarks de mercado, pesquisas que ouvem apenas gestores e dados de plataforma que medem acesso, não transformação. E continuamos colhendo o mesmo resultado: programas que parecem robustos no papel e perdem força na prática.
A 1ª Pesquisa de Maturidade de Aprendizagem do Brasil vai gerar o primeiro benchmark nacional construído a partir da perspectiva dos colaboradores. Para os líderes de RH e T&D, isso significa ter acesso a um dado que hoje não existe: onde a sua empresa está em relação ao mercado, nos indicadores que realmente refletem impacto.
Um treinamento genérico pode cumprir uma agenda e uma trilha extensa pode parecer robusta no planejamento, mas nenhum deles transforma performance se não dialogar com os desafios reais de quem aprende e se não encontrar, do lado da empresa, as condições para que o aprendizado vire prática.
Construir essas condições é exatamente o que diferencia uma empresa madura em aprendizagem de uma empresa que apenas treina.
O que o RH pode fazer agora
O primeiro passo é simples: ouvir.
A pesquisa está aberta. Se você lidera uma equipe de RH, T&D ou é gestor de pessoas, este é o momento de entender como os colaboradores da sua empresa percebem a experiência de aprendizagem que vocês oferecem – antes que essa percepção se manifeste em turnover, baixa performance ou desengajamento silencioso.
Compartilhe a pesquisa com sua equipe. Os resultados vão mostrar não apenas onde estão as lacunas, mas onde estão as oportunidades reais de construir algo que funcione de verdade.
Empresas com mais de 50 respondentes receberão um diagnóstico exclusivo, com insights para comparar sua empresa ao mercado e identificar oportunidades de evolução.
As respostas são confidenciais e analisadas de forma agregada. O questionário leva cerca de 10 minutos para ser respondido.