O futuro chegou e, finalmente, vivemos em uma realidade na qual a Inteligência Artificial já é capaz de criar coisas inéditas e simplificar a nossa vida nas mais diversas áreas. Mas, e quanto à educação corporativa? Será que a Inteligência Artificial no T&D já é uma realidade?
Acompanhe a leitura do conteúdo e descubra tudo sobre o tema!
Embora o assunto seja a bola da vez, a IA não é algo novo.
Já nos anos 50, cientistas da computação começavam a trabalhar com o conceito de máquinas que fossem construídas para pensar e aprender, tal qual os seres humanos. Naquela época, com as pesquisas ainda num estágio inicial, grande parte dos estudiosos acreditava que a IA teria o potencial de resolver problemas que os seres humanos não poderiam.
Os anos foram se passando e, entre os anos 60 e 70, essa tecnologia começou a ser vista como algo promissor, no entanto, superestimado. Explicamos: os cientistas começaram a perceber que, embora possível, o desenvolvimento de sistemas tão complexos seria muito mais trabalhoso do que imaginaram no início. Além disso, nesse processo inicial de tentativa e erro, nem sempre os resultados eram satisfatórios.
Ela veio apoiada nos avanços na teoria da computação, no aumento dos dados disponíveis e na maior capacidade de processamento da época. Os estudos acerca do aprendizado da máquina ganharam força. Isso permitiu que a IA pudesse aprender por meio do uso de dados, obtendo grandes avanços e tornando-se cada vez mais eficiente. Então, ela já contava com características como o reconhecimento de voz e de imagem, além do processamento de linguagem natural.
Atualmente, a Inteligência Artificial tem feito cada vez mais parte do nosso dia a dia. Ela está presente em smartphones, assistentes virtuais como Alexa ou Google Home e, até mesmo, nas plataformas de streaming. Por um acaso, você já teve aquela sensação de que a Netflix “leu a sua mente” ao recomendar uma série ou um filme que tinha tudo a ver com você? Pois então…
E isso é só o começo. Estima-se que há, ainda, uma infinidade de possibilidades com o uso da IA no futuro, nas mais diversas áreas da sociedade.
A IA tem sido amplamente utilizada em vários setores, como saúde, finanças, transporte, varejo e, até mesmo, educação.
Embora, à primeira vista, o uso de Inteligência Artificial na educação possa parecer um pouco assustador, não se pode negar o potencial que tal inovação tem de transformar o setor. Essa inovação pode tornar soluções educacionais mais personalizadas, envolventes e acessíveis.
Porém, mesmo uma tecnologia tão avançada tem suas limitações. Por isso, é essencial que as pessoas envolvidas no processo de ensino pautado em IA trabalhem para garantir que ela seja sempre utilizada de maneira responsável e ética.
A personalização do ensino é um dos benefícios esperados através da utilização de IA. A partir de uma análise de dados dos alunos, será possível desenhar programas de estudos com base em suas habilidades, interesses e estilos de aprendizagem. Além disso, os feedbacks individualizados serão muito mais simples e, portanto, recorrentes. Além disso, terão recomendações que façam sentido para os alunos, dentro de suas necessidades e objetivos.
A melhoria do engajamento é outro aspecto positivo promovido pela IA, com o uso de jogos educacionais, plataformas interativas e assistentes virtuais. Essas ferramentas tornam o aprendizado mais envolvente e significativo.
Mas os impactos dessa tecnologia não se limitam somente aos alunos: educadores e mediadores de ensino também saem ganhando. Isso porque a IA pode simplificar a análise de dados de desempenho dos alunos, melhorando o diagnóstico de dificuldades deles no processo de aprendizagem. Além disso, ela pode auxiliar os educadores na criação de conteúdos personalizados e, consequentemente, mais eficientes.
A redução de custos é outro fator positivo no uso de Inteligência Artificial no T&D e na educação em geral. Tarefas burocráticas, correlatas ao setor, poderão ser facilmente automatizadas.
A possibilidade de personalização com o uso da IA em programas de T&D é gigantesca. Com essa tecnologia, os treinamentos tornam-se melhores, mais envolventes e eficazes. Isso faz com que os colaboradores adquiram as habilidades necessárias para ter sucesso em suas funções, de maneira mais assertiva e ágil, promovendo o aumento do ROI para as organizações.
Algumas possibilidades de uso da Inteligência Artificial no T&D são:
A popularização da Inteligência Artificial chega para questionar a função da educação, da capacitação corporativa e dos profissionais envolvidos com a tarefa de ensinar. Afinal, diante do que o ChatGPT consegue entregar, qual será o papel dos treinamentos? O que restará aos programas de T&D ensinar?
Embora essas questões estejam causando grande inquietação a educadores de diferentes níveis e nichos de ensino, com manifestações que oscilam entre medo e euforia, poucos desses profissionais têm encarado o assunto com a profundidade e prudência necessárias.
É fundamental compreender que inovações tecnológicas não precisam e nem devem ser encaradas como uma ameaça de outro mundo, já que sempre fizeram, fazem e farão parte da evolução humana. Antes da Inteligência Artificial, vieram os computadores. Previamente, a televisão. Mais previamente ainda, o rádio, e por aí vai.
A resposta é mais simples do que se imagina e habita em uma pergunta feita por Edward L. Thorndike, psicólogo e pedagogo estadunidense — quais conhecimentos ajudam na obtenção de mais conhecimento?
Em suma: o que vale a pena ensinar é o que gera outros ensinamentos, criando um verdadeiro looping de aprendizagem.
O termo “transferência de aprendizagem” é utilizado por psicólogos para explicar esse looping. Essa transferência tem, ainda, níveis de proximidade que devem ser considerados, ela pode ser próxima ou distante. Isso quer dizer que a proximidade é o que afeta o quanto um conhecimento ajudará a adquirir outro, de acordo com a proximidade entre eles.
Um programa de T&D robusto, que fará sentido em meio às diversas inovações que surgem a todo momento, deverá se basear no que são os conhecimentos relevantes para a vida dos profissionais e seu trabalho para a empresa.
É essencial priorizar os conhecimentos relevantes de serem adquiridos por todos, que servem de base para o exercício da cidadania e para a tomada de boas decisões futuras, seja na vida profissional ou pessoal — as chamadas soft skills; além disso, atentar-se à forma de ensino também é fundamental, adotando estratégias que fomentem a cultura Keep Learning. Afinal, como as pessoas sempre precisarão continuar a aprender, faz-se primordial aprender a aprender.
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