Enquanto o mundo se moderniza cada vez mais, e todos os olhares se voltam para a Inteligência Artificial, existe uma coisa que nunca muda: a necessidade de investir em políticas ESG para prosperar. As pautas meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa nunca saem de moda.
Acompanhe a leitura e descubra as grandes tendências em ESG para ficar de olho neste e nos próximos anos.
Nos últimos anos, a agenda ESG vem ganhando força globalmente. No Brasil, a popularidade do tema é mais recente. Portanto, estima-se que nos próximos anos a pressão sobre as grandes empresas, no investimento em governança corporativa, sustentabilidade e ações sociais, cresça ainda mais.
Grandes empresas já compreendem a necessidade de incorporar práticas sustentáveis, sociais e de governança em suas estratégias de negócio. Essa mudança de mentalidade acontece por diversos fatores, refletindo a crescente conscientização sobre o papel das organizações na sociedade e seus impactos para além dos resultados financeiros.
Diante da preocupação generalizada com a questão do aquecimento global, adotar práticas ambientais responsáveis é a única saída para mitigar os riscos relacionados às mudanças climáticas.
Governos e consumidores estão, cada vez mais, cobrando abordagens mais responsáveis por parte das organizações. Assim, investir em governança corporativa, ações sociais e práticas sustentáveis passa a ser pré-requisito para prosperar em um mercado cada vez mais exigente e atento às iniciativas das grandes empresas.
Investir em energia limpa, reduzir as emissões de carbono e adotar medidas de eficiência energética são apenas algumas das estratégias que podem ser adotadas pelas organizações para se tornarem mais ambientalmente responsáveis. Porém, o ideal é ir além: estratégias de redução do impacto social, iniciativas que envolvam a comunidade local e transparência na prestação de contas são ações fundamentais para assumir uma postura realmente responsável enquanto componente integrante da sociedade.
Sabemos que o desenvolvimento das políticas ESG é uma tarefa de longo prazo. Porém, é essencial ater-se às demandas mais latentes, que podem e devem ser priorizadas pelas organizações e implementadas quanto antes.
Sendo assim, trazemos aqui as 5 tendências mais importantes, para que as empresas possam se preparar e otimizar essa implementação, começando pelo mais necessário. Confira:
Não é novidade para ninguém que a emissão de carbono está sempre no centro das atenções. Já faz um tempo que as principais nações globais têm o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5°C até 2100. Portanto, mesmo com o surgimento de outras prioridades, dado o cenário global atual, é fato que a descarbonização continuará sendo uma das maiores preocupações em termos de políticas ESG.
O tema diversidade e inclusão também já está no radar das empresas há algum tempo e a preocupação com políticas voltadas a ele é crescente. Grandes organizações já vem implementando várias ações para mitigar lacunas em termos de igualdade de gênero, além de iniciativas para garantir a inclusão ao público PcD e uma força de trabalho mais diversa de modo geral. Ainda assim, o caminho a trilhar em busca de maior igualdade e diversidade é longo e, portanto, o tema não deve sair de foco tão cedo.
De nada adianta investir em ações que promovam diversidade, inclusão, práticas sustentáveis, etc. se não houver transparência, não é mesmo? A governança corporativa é pauta fundamental para as grandes empresas, uma vez que, ao passo que os investimentos em ESG crescem, cresce também a necessidade de quantificar impactos e medir a performance das ações. A governança corporativa permite avaliar com clareza e divulgar com transparência ao mercado o posicionamento da empresa alinhado ao ESG.
Empresas que investem no engajamento corporativo, ou seja, em ações que promovam um bom clima organizacional, com colaboradores motivados e produtivos, têm maior probabilidade de atrair a atenção de investidores. Sendo assim, apostar em iniciativas que promovam o bem-estar e a aprendizagem contínua no ambiente de trabalho é uma das tendências a ser considerada.
O S do ESG vem ganhando cada vez mais destaque. A dimensão social vem sendo impulsionada pela demanda por uma maior igualdade social e inclusão.
Por isso, grandes empresas estão sendo constantemente cobradas em termos de práticas trabalhistas, diversidade e inclusão, além do respeito aos direitos humanos.
Ao ignorar medidas que garantam a segurança e o bem-estar de seus colaboradores, uma empresa pode ser afetada negativamente. Na era digital em que vivemos, onde as notícias se espalham quase na velocidade da luz, uma atuação socialmente irresponsável pode render, além de sanções, uma reputação manchada de forma irreversível.
No entanto, é importante lembrar que a adoção de medidas que garantam a segurança e o bem-estar dos colaboradores, além da promoção de diversidade e igualdade de oportunidades, vão muito além de uma reputação manchada. Não se pode esquecer que, mais do que colaboradores, os integrantes da sua força de trabalho são pessoas, que devem ser consideradas e respeitadas.
Além de ética, essa adoção também é estratégica, já que colaboradores que se sentem respeitados e valorizados tendem a apresentar mais alta performance e maior sentimento de pertencimento, reduzindo, assim, as taxas de turnover da empresa e otimizando custos.
A governança corporativa eficiente é uma preocupação essencial para grandes empresas, tendo em vista que investidores e acionistas estão cada vez mais atentos à forma como as empresas são gerenciadas.
Nesse gerenciamento, estão incluídas questões como transparência, ética nos negócios e responsabilidade corporativa. Uma governança sólida e transparente garante a confiança de investidores e evita escândalos e crises que prejudiquem a reputação e o desempenho financeiro da organização.
Em resumo, investir em governança corporativa é, basicamente, investir no crescimento de uma empresa. A busca por uma governança corporativa mais eficiente reflete a necessidade de transparência e responsabilidade, essenciais para o desenvolvimento de qualquer negócio. Adotar práticas de governança não traz benefícios somente à sociedade e o meio ambiente, mas também contribui para a longevidade e o sucesso das empresas no mercado atual.
Algumas das principais preocupações atuais dos CEOs das grandes empresas giram em torno da inflação, dos efeitos pandêmicos contínuos e da incerteza geopolítica. Lidar com um mercado tão volátil exige a adoção de estratégias de governança eficientes. Algumas delas são:
Implementar essas estratégias pode ser bastante desafiador, especialmente em grandes organizações. Assim, é importante ter sempre uma carta na manga. Com a chegada de tecnologias transformadoras, cenários incertos e inovações disruptivas, surge a necessidade inevitável de requalificação e upskilling da força de trabalho. Atrair e reter os melhores talentos do mercado também é fundamental.
Investir em educação corporativa digital é uma maneira eficiente de assegurar uma governança corporativa eficaz, com uma força de trabalho alinhada às políticas ESG, desempenhando seus papéis na empresa de forma eficiente e responsável.
Algumas opções de capacitação corporativa que podem, sem dúvidas, apoiar a governança corporativa de grandes corporações são:
Treinamentos e programas de desenvolvimento voltados aos membros do conselho de administração permitem aprimorar conhecimentos sobre governança corporativa, melhores práticas de gestão e outras questões relevantes correlatas ao setor.
A disseminação das políticas de conformidade e ética da empresa, e a promoção de uma cultura organizacional pautada em princípios de governança são fundamentais em uma governança corporativa eficaz. Isso pode ser feito com treinamentos sobre leis, regulamentos, prevenção de fraudes, ética nos negócios e boas práticas de governança.
Programas de desenvolvimento de liderança são excelentes aliados, pois abordam temas relevantes para a governança corporativa, como tomada de decisão estratégica, gestão de riscos, responsabilidade social corporativa e sustentabilidade.
Com a implementação desses e outros programas educacionais, é possível formar líderes preparados para enfrentar os desafios e atender às demandas de governança, além de desenvolver toda a força de trabalho, para que todos estejam na mesma página quando o assunto é ESG.