Você sabia que o Brasil é o segundo país no mundo onde as pessoas passam mais tempo na internet, e o terceiro que mais usa as redes sociais? Pois é, esses dados são de uma pesquisa realizada pela Hootsuite e WeAreSocial, em 2021.
Agora, o que devemos estranhar é que, nesse mesmo cenário, menos de 1% dos ambientes digitais sejam de fato acessíveis. Segundo a pesquisa “Acessibilidade aos Sites e Aplicativos Brasileiros”, de 2021, realizada pela BigData Corp., em parceria com o Movimento Web para Todos, foi descoberto que apenas 0,86% dos 16,89 milhões de sites brasileiros ativos foram aprovados nos testes de acessibilidade.
Isso, é o que os dados, coletados através das pesquisas mencionadas, nos mostram. Por isso, levantar uma bandeira de apoio, e promover melhorias nesse cenário digital, torna-se uma responsabilidade social das organizações e de todos nós como cidadãos.
E como fazer isso? É o que vamos te mostrar durante a leitura deste artigo, continue para guiar sua empresa através das melhores estratégias de Educação Corporativa Digital.
Ao passo que as empresas entram na corrida de transformação digital, para tornarem-se atraentes e competitivas no mercado, elas podem também ser excludentes nesse processo, quando não pensam em conteúdos acessíveis para todas as pessoas que podem visitar seus sites e redes sociais.
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde, desenvolvida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2019 e divulgada em 2021, 17,3 milhões de pessoas brasileiras acima de 2 anos têm algum tipo de deficiência, o equivalente a 8,4% da população.
Entender a importância social de adotar práticas e políticas de governança, comunicação e gestão, é fundamental para criar ambientes de trabalho que promovam a acessibilidade digital para todos os colaboradores.
Apesar de as organizações estarem avançando em suas práticas e políticas de inclusão, ainda há um salto a ser dado, que inclui o conhecimento e o aprendizado por parte de todos, com foco na gestão e nas lideranças.
No ambiente de trabalho, diversidade e inclusão são ativos valiosos, tanto para os colaboradores quanto para a organização. Ambientes heterogêneos fomentam criatividade, inovação e empatia.
Em um cenário marcado pelo home office e pelas atividades online, as dificuldades no ambiente digital para pessoas com deficiência se apresentam de forma cada vez mais marcante e intensa.
É importante também pensar no público PcD como cliente final, que enfrenta muitas dificuldades no acesso às informações em um site de compras, por exemplo.
Conforme dados do Procon-SP, 39% das pessoas com algum tipo de deficiência que fazem compras online enfrentam dificuldade na realização da compra, sendo o mais comum a falta de acessibilidade do site. A pesquisa ainda revela que dos que tentaram reclamar e resolver o problema, apenas 19% tiveram êxito.
Nesse sentido, é imprescindível que as empresas apostem em práticas que promovam produção e divulgação de conteúdos acessíveis, para gerar uma maior inclusão nesse novo modelo de relacionamento com o mundo.
A busca por maior inclusão não beneficia somente as pessoas usuárias, mas, também, a própria empresa como marca, criando uma imagem positiva no mercado.
A “1ª Pesquisa de Maturidade em Inclusão nas Empresas Brasileiras para pessoas com deficiência”, lançada no CONAR 2022, realizada pelo Instituto e-qual, em parceria com a ABRH, com apoio da Equal Web e do CONARH, buscou entender, de forma ampla, como a inclusão de pessoas com deficiência está sendo tratada pelo mercado atual.
A representação do público PcD na comunicação corporativa ocorre em 56% das empresas que trabalham com Educação Corporativa, por meio da disseminação de informações e da sensibilização dos colaboradores sobre o tema.
Os resultados da pesquisa ainda apontam que 45% das organizações possuem lideranças comprometidas com o processo de inclusão. No contexto de investimento, 40% possuem ações de inclusão definidas no seu Planejamento Estratégico, porém, 42% não destinam um orçamento específico para promover as ações.
A educação é um processo contínuo de desenvolvimento humano na criação de relações, vivências, experiências, direitos, existência e relatos de indivíduos.
Educar as pessoas a respeito do tema acessibilidade digital é uma excelente forma de começar a se mobilizar socialmente enquanto empresa.
Através de cursos e treinamentos digitais, é possível promover um ambiente mais inclusivo e acessível para todos. O ideal é começar capacitando os gestores e líderes, e ir avançando para os demais setores, inclusive, se possível, chegando aos seus fornecedores e clientes.
Uma dica interessante para as empresas que estão começando a empregar recursos de acessibilidade digital é dialogar com pessoas com deficiência.
Dessa forma, é possível entender as suas necessidades e suas experiências no ambiente digital e, assim, escolher os recursos e estratégias mais adequados.
É importante salientar que as empresas que oferecem acessibilidade digital às pessoas com deficiência passam uma mensagem positiva ao se preocupar com a diversidade e a inclusão, além de se posicionarem como organizações conscientes, diante da agenda ESG.
Para desenvolver programas de T&D mais acessíveis e inclusivos ou até mesmo cursos online sobre a temática de acessibilidade digital, para conscientização e educação dos seus colaboradores, é necessário que antes seja feito o planejamento estratégico para mensurar o grau de maturidade em que sua organização se encontra.
Ou seja, coloque na ponta do lápis quais os pontos fracos e fortes, oportunidades e habilidades a desenvolver, para estruturar um programa de T&D sólido e rentável.
Fazer um diagnóstico educacional, para mapear as iniciativas de aprendizagem e eliminar as possíveis barreiras é o que vem em seguida, a fim de oferecer um aprendizado mais assertivo e eficiente para todos.
Assim, torna-se mais fácil compreender os níveis de conhecimento dos seus colaboradores e quais habilidades serão necessárias desenvolver, a fim de estimular esses profissionais a iniciarem o curso online.
Oferecer treinamentos corporativos, para desenvolver competências e habilidades dos colaboradores é uma iniciativa importante no processo de promoção de ambientes digitais mais acessíveis.
Investir no desenvolvimento de habilidades comportamentais como: inteligência emocional, empatia e comunicação resulta em pessoas mais empáticas e conscientes de suas ações.
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