Game Thinking: além da gamification

*Por Luiz Alberto Ferla

Para inovar é necessário que estejamos sempre atentos à atualidade sem perder de vista o que está por vir. Com a gamification não é diferente. O termo, que teve seu ápice no Brasil em meados de 2013, mas teve sua criação há mais de 20 anos, designa o uso de mecânicas de games para incrementar e otimizar processos de marketing, educação, saúde e tantas outras áreas. E, desde a sua invenção, de forma alguma parou de crescer e evoluir.

Por isso, hoje se fala de Game Thinking para fazer referência à área da qual a gamification faz parte – com algum destaque, verdade, mas apenas como parte. Game Thinking consiste em um conceito valioso porque é abrangente e aponta para a integração da gamification com outros saberes do meio corporativo em gestão e design.

Constatamos, no DOT digital group, que “Game Thinking” fazia muito sentido a partir de nossas experiências com gamification, nas quais aprendemos que essa abordagem nunca se encontra separada de outras da mesma natureza. Quase sempre um projeto para gamificar um portal, por exemplo, envolve um jogo como objeto de aprendizagem. Ou um simulador. Isso sem falar da associação inevitável de sistemas gamificados e tecnologias de visualização como realidade virtual e realidade aumentada.

Na prática, por vezes, é difícil separar games, gamification, simuladores, e outros. Difícil e talvez desnecessário, porque esses métodos se encontram unidos no framework do Game Thinking, o qual é, antes de mais nada, um termo que abrange todos os recursos relacionados com o lúdico.

Porém Game Thinking é mais que um nome para uma caixa de ferramentas. Também é uma forma bem pensada de usar essas ferramentas. A metodologia nasceu no contexto de desenvolvimento ágil de projetos, com especial ênfase em Lean UX. Em outras palavras, não basta ser ágil na hora de fazer: a experiência do usuário ainda faz toda a diferença em Game Thinking.

Por fim, como o nome da metodologia sugere, o Game Thinking deve muito ao Design Thinking como processo de inovação estratégica centrada nos usuários. O Design Thinking é um daqueles frameworks que, de tão bem aceitos nas organizações, tornou-se pano de fundo e senso comum em todo tipo de projetos. Diz respeito a, partindo de uma sólida pesquisa sobre o público-alvo, conceber produtos inovadores, prototipá-los e testá-los rapidamente para ciclos dinâmicos de validação. Principalmente do Design Thinking extraiu-se o insight que para inovar e gerar resultados é preciso adaptar-se em iterações.

Até aqui podemos concluir que o Game Thinking nos diz que gamification por si só não basta. Que esse método precisa do complemento interdisciplinar de uma boa gestão e um bom design. Como não poderia deixar de ser, o foco é a inovação voltada para resultados. E, quando se trata de Game Thinking, o resultado sempre passa por mudanças nos comportamentos dos usuários.

Em última instância, Game Thinking é sobre transformações com valor social e econômico. Nesses tempos em que a economia comportamental rende prêmio Nobel, demonstrando sua importância para o mundo, focar na integração das ciências comportamentais com a tecnologia digital se mostra um negócio cada vez mais promissor.

A transformação comportamental desejada pode ser formar alunos em determinado currículo visando à aquisição de competências. Pode ser treinar uma força de vendas. Ou uma campanha publicitária. Ou, ainda, promover saúde pública. Nessas e em outras áreas de aplicação, o Game Thinking consiste em engajar, em motivar pessoas tendo em vista uma transformação para melhor. O Game Thinking é um meio poderoso para obter a mudança comportamental desejada como fim.

Convido você a tomar parte nessa história de evolução da gamification rumo a Game Thinking. E boa parte de testemunhar e mesmo participar dessa evolução é conhecer o que o DOT digital group vem realizando na área.

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Games na educação corporativa | Case Honda para força de vendas

Games sempre agradaram o público. Eles motivam, entusiasmam e focam no comportamento dos jogadores. Por anos os games foram ligados quase exclusivamente à indústria do entretenimento. Mas o cenário mudou e, hoje, utilizar games é um recurso valioso na educação corporativa.

Conheça agora o case Honda para a força de vendas!

DESAFIO
A Honda tinha dois desafios: replicar as funções reais de seu CRM, simulando as situações e as dificuldades enfrentadas pelos gerentes das concessionárias em todo o país, e capacitar a equipe comercial sobre como vender o financiamento do Banco Honda.

SOLUÇÃO
A solução foi criar dois games para serem utilizados nos treinamentos presenciais. Para o desafio com o CRM, foi desenvolvido no formato desktop, que simula fielmente as principais funções do sistema real e acrescenta a dinâmica de jogo com a inclusão de objetivos, ações externas ao sistema e pontos, feito com princípios de Game Design e gamification.

Para o desafio de vendas, outro game, esse para tablets e smartphones. Com uma história interativa e clientes virtuais, o game simula  atendimentos para que os vendedores aprimorem como entrevistar clientes, coletar dados, propor e negociar.

Tudo para que o colaborador aprenda em ambiente digital antes de agir com clientes reais 🙂

RESULTADO
Os games se destinam aos segmentos de motos e carros da Honda, tendo sido testados e aprovados pelos times de vendas da empresa.  Os resultados positivos estão vindo junto da efetivação de vendas e melhor atendimento!

ROI
O game tem a mecânica de time-management, onde o jogador deve performar as ações e concluir os objetivos no tempo determinado, solução que combina com o objetivo real dos gerentes que é o de gerenciar os leads de forma rápida.

Objetivos e ações também são avaliados de acordo com o uso correto da ferramenta e aplicação correta dos processos. Desta maneira é possível avaliar, mensurar e interceder sempre com o time!

Esse também é o seu desafio em educação corporativa? Conheça outros aqui.

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A adaptabilidade dos games nos diferentes setores

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Os games sempre agradaram o público. E por anos, foram ligados ao entretenimento. Com a popularização deste recurso em treinamentos e sua entrada no mundo corporativo, houve também a ampliação de sua abrangência.

Atualmente, os games auxiliam em várias frentes. E podem ser utilizados para elucidar questões complexas de forma mais didática, intuitiva e objetiva. Muitos segmentos já os utilizam como forma de aprendizagem.

Como já explorado em posts anteriores, a versatilidade dos games possibilita diversas maneiras de usá-lo, tornando a aprendizagem mais efetiva e divertida.

Games no agronegócio

O setor de agronegócio é considerado um dos maiores e mais expressivos do país, com números que mostram que nem mesmo a instabilidade econômica consegue “frear” seu crescimento. Com a ascensão do setor, surgem também as demandas relacionadas à capacitação dos profissionais que atuam nele. São públicos distintos, que lidam diariamente com serviços ligados à sua cadeia produtiva.

Super Safra 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) lançou em 2013 o game virtual Super Safra, criado em parceria com o DOT digital group – que possui a expertise em games e gamification. O objetivo do Super Safra é a capacitação do homem do campo, buscando o seu engajamento. Para conquistar a pontuação, o jogador deve participar de todo o processo produtivo da cadeia, desde a administração da propriedade rural à venda do produto.

Auxílio para diferentes setores

Assim como no agronegócio, os games podem auxiliar para o fomento e profissionalização de diferentes setores da economia. A assertividade e o engajamento são os principais resultados atingidos quando adotada a técnica.

 

Se sua empresa possui alguma necessidade de capacitação e deseja utilizar os games para potencializá-la, conte com o DOT digital group!

As soluções desenvolvidas serão alinhadas à necessidade de seu negócio, abordando de forma divertida as temáticas, e trazendo resultados mensuráveis para sua empresa.

 

Com informações de: Time Agro Brasil e Globo Rural

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