Por que franquias precisam de estratégias de EdTech para ter sucesso

A identidade do modelo de negócio de franquia depende da capacidade que o franqueador tem em reproduzir o know-how de um negócio e manter a padronização em todos os processos. Por isso, os treinamentos são parte estratégica no franchising e as ferramentas de educação digital (EdTech) são grandes aliadas, contribuindo diretamente para o sucesso do negócio e da marca.

Veja quatro razões para sua franquia investir em EdTech:

1. É preciso reproduzir o know-how e manter a padronização

A unidade da marca está na essência dos negócios de franchising. Para reproduzir o know-how e garantir a padronização de um modelo, franqueados precisam investir em ferramentas ágeis para disseminar conceitos em grande escala. A educação digital é uma boa solução porque permite escalar cursos e trilhas de conhecimento para um grande número de pessoas. Utilizar um aplicativo para microlearning, baseado em conteúdos objetivos e de fácil acesso, é uma opção para que os franqueados e colaboradores aprendam e reforcem conceitos e regras em pequenas porções diárias.

2. Os colaboradores pertencem às gerações Y e Z

Imediatistas, multitarefas, superconectados e ávidos por inovações. Essas são apenas algumas descrições das gerações Y (nascidos nas décadas de 80 e 90) e Z (a partir de 1997). Eles formam a grande massa de trabalhadores no mercado de franquias. “Para engajar e treinar essas pessoas, é preciso apostar em ferramentas tecnológicas com abordagens envolventes e imersivas, como games, realidade virtual e realidade aumentada. A esse conjunto damos o nome de immersive learning”, explica Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador de uma das mais tradicionais EdTechs brasileiras, o DOT digital group.

3. Quanto mais ágil o suporte ao franqueado, melhor

O sucesso de uma franquia é diretamente proporcional ao engajamento do franqueador. O desafio aumenta na medida do crescimento do número de unidades franqueadas. Cabe ao franqueador garantir suporte aos franqueados. Promover a troca de ideias e o compartilhamento de experiências entre os franqueados por meio de ferramentas de social learning ajuda muito a reproduzir o know-how do negócio entre todos os envolvidos – franqueados, franqueadores e colaboradores. Assim, o problema de um franqueado pode ter sido vivenciado por outro, ajudando na busca por uma solução padrão.

4. Rotas devem ser ajustadas com rapidez e em larga escala

O trabalho de um franqueador não termina com a estruturação do modelo de negócio e a transferência de know-how para a rede de franqueados. Altamente competitivo, o mercado de franquias exige olhos abertos de todos para perceber os movimentos dos concorrentes, explorar as possibilidades de crescimento, além de contornar possíveis dificuldades o mais rápido possível. “Ferramentas de EdTech, como plataformas de aprendizagem, ambientes de cursos online, são imprescindíveis para a ajustar a rota, implantar inovações e replicar modelos de forma ágil e simultânea em larga escala”, afirma Ferla.

Clique aqui para conhecer o Insights DOT – Educação digital para franquias.

Esta matéria foi publicada no portal Revista Varejo Brasil.

 

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[Na mídia] Edtechs: reinvenção da educação vira oportunidade de negócio

A explosão das startups que criam alternativas para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficientes

Françoise Terzian

Cerca de 53% dos brasileiros de 25 anos ou mais não concluíram a educação básica, revelou recentemente o IBGE, baseado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018. É nesse contexto de educação fragilizada que as EdTechs, abreviação de education technology (tecnologia educacional) têm ganhado força no Brasil e no mundo. De todas as startups que nascem no país, as edtechs são a primeira aposta dos empreendedores. “Há dois anos, o futurista Thomas Frey disse que até 2030 as maiores empresas na internet serão de educação. Hoje, as edtechs já lideram o ranking de número de startups por setor, segundo mapeamento da Associação Brasileira de Startups”, afirma Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group, empresa de tecnologia para educação que já capacitou mais de 8 milhões de pessoas.

As edtechs são empresas que desenvolvem soluções tecnológicas para a oferta de serviços relacionados à educação, como plataformas de ensino, cursos online, jogos educativos, sistemas de gestão de aprendizado.O Brasil conta, atualmente, com 364 edtechs, que respondem por 7,8% do total de startups abertas, segundo a Abstartups (Associação Brasileira de Startups). No mundo, os números são ainda mais expressivos. Só a capital Pequim, na China, tem 3 mil edtechs, segundo levantamento da Native Ventures. Até gigantes como Google estão apostando nesse segmento.

“A razão é simples: o potencial do mercado é muito grande. Primeiro porque sempre teremos pessoas ingressando na educação formal e, segundo, porque cada vez mais as corporações exigem profissionais mais capacitados e atualizados. A expectativa é a de que em dois anos, no máximo, o número de alunos fazendo graduação via internet seja maior do que presencialmente”, prevê Ferla. Na educação corporativa, o uso de plataformas tecnológicas para treinamento também vem crescendo significativamente.

“As edtechs são uma forma de impulsionar a educação para mundos inimagináveis, uma vez que, no Brasil, a educação sofre com um sistema educacional burocrático e obsoleto, falta de estrutura física e carência de professores qualificados em determinadas matérias”, afirma o professor Eduardo Savarese Neto, superintendente de operações da FIA e responsável pelo Núcleo de Ensino a Distância.

A maioria das edtechs cria alternativas para tornar o ensino e a aprendizagem mais eficientes, fazendo com que os usuários aprendam mais rapidamente a um custo menor. Uma edtech desenvolve, por essência, soluções, e não conteúdos. É um trabalho que envolve inovação, tecnologia de ponta e foco nas necessidades dos usuários. “Como essas soluções são tecnológicas, trata-se de um negócio altamente escalável, o que significa que é possível cobrar preços baixos pelas assinaturas dos serviços ou outras práticas de monetização”, explica Savarese Neto.

Esta entrevista foi publicado no portal IT Trends.

 

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“O uso intensivo de tecnologia na educação formal é só uma questão de tempo”, diz especialista

Lars Janér será um dos painelistas no Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação, que ocorre neste sábado, em Paulínia (SP)

 

Realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial, games, vídeos e microlearning são tecnologias e metodologias já difundidas na educação corporativa. No ensino formal há alguns cases de escolas brasileiras que utilizam ferramentas digitais em seus projetos pedagógicos, mas ainda são exceções. “Vemos uma mudança de mentalidade em curso. O uso intensivo de tecnologia na educação formal é só uma questão de tempo”, acredita Lars Janér, CCO do DOT digital group, referência em tecnologias para educação no Brasil. O especialista será um dos painelistas do 3º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação, que ocorre neste sábado, 14 de setembro, em Paulínia (SP). 

O evento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores – IBFE, é voltado a educadores, gestores educacionais, docentes e estudantes universitários de cursos de graduação e pós-graduação em educação. Janér é um dos convidados do painel de abertura, Futuro e Tendências na Educação, junto com Eliane El Badouy, especialista em futuro e tendências e Maria Helena Castro, conselheira do Conselho Nacional de Educação e presidente da Comissão de Formação de Professores. “Vamos mostrar como a tecnologia pode ser usada por diferentes perfis de alunos e em diferentes cenários para acelerar o processo de aprendizagem”, adianta Janér. 

O especialista cita o case do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Goiás que, em agosto passado, começou a usar um simulador na disciplina de Mecanização Agrícola. A solução, desenvolvida pelo DOT, funciona com um computador e um óculos de realidade virtual e simula uma oficina mecânica para tratores agrícolas. No ambiente, são feitos exercícios de manutenção dos sistemas de lubrificação, arrefecimento e filtro de combustível. A ferramenta gera economia de insumos para o Senar, proporciona maior segurança aos alunos ao eliminar riscos de operação e, principalmente, acelera a aprendizagem por meio de uma plataforma imersiva. 

“Aprendemos melhor quando vivenciamos experiências. Por isso, os simuladores e sistemas interativos são grandes tendências”, destaca Janér. De acordo com a IDC, a venda de equipamentos para Realidade Virtual e Realidade Aumentada deve alcançar 65,9 milhões de unidades em 2022. Em 2018 foram 8,9 milhões. A RV faz com que o participante vivencie situações no treinamento e experimente o conteúdo técnico. Na RA, elementos digitais podem ser vistos sobre um ambiente real por meio de dispositivos como a câmera do celular.

A inteligência artificial é outra tendência tecnológica que ainda tem muito espaço para avançar na educação formal. “Por meio dela, é possível esclarecer dúvidas pontuais de forma ágil, dar feedback imediato e acompanhar em tempo real a evolução e o desempenho do aluno”, explica Janér. De acordo com a Gartner, a inteligência artificial será uma das tecnologias mais disruptivas na próxima década, com crescimento de 62% em 2019. 

 

Serviço

III Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação

Data: 14 de setembro de 2019 (sábado)

Horário: 8h às 18h

Local: Theatro Municipal de Paulínia

Av. Pref. José Lozano Araújo, 1551 – Parque Brasil 500, Paulínia

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[Case SENAR] Realidade virtual na educação: um mundo de possibilidades sem sair da sala de aula

Muito comum em videogames, a realidade virtual vem ganhando espaço nas plataformas de tecnologias educacionais, tanto para o ensino formal quanto para capacitação profissional.

Aprendemos melhor quando vivenciamos experiências. Por isso, os simuladores se mantém como grande tendência no mercado de tecnologias para educação. De acordo com International Data Corporation (IDC), a expectativa é de que US$ 22,5 bilhões serão investidos em 2025 na realidade virtual voltada para a educação. “A imersão proporcionada por plataformas de realidade virtual abre um mundo de possibilidades sem a necessidade de sair da sala de aula, seja na escola ou no trabalho”, destaca Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group. 

Em agosto, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Goiás vai começar a usar um simulador na disciplina de Mecanização Agrícola. A solução, desenvolvida pelo DOT, funciona com um computador e um óculos de realidade virtual e simula uma oficina mecânica para tratores agrícolas. No ambiente, serão feitos exercícios de manutenção dos sistemas de lubrificação, arrefecimento e filtro de combustível. De acordo com Samantha Leandro de Sousa Andrade, responsável pelo projeto no SENAR, a ferramenta deve gerar economia de insumos como óleos, filtros e peças em geral. 

A redução de custos é só um dos benefícios da aplicação de realidade virtual em plataformas de educação. Do ponto de vista educacional, os simuladores de ambientes e atividades do mundo real também proporcionam maior segurança aos alunos ao eliminar riscos de operação. “A realidade virtual evita riscos, além de promover a execução prática de 100% dos alunos de forma rápida e muito didática”, destaca Samantha. Um piloto da solução foi apresentado em uma feira em Rio Verde (SP) e chamou a atenção de quem testou, comprovando o alto índice de engajamento da realidade virtual. 

Segundo Samantha, historicamente, o treinamento de tratores agrícolas sempre foi o produto mais executado pelo SENAR em Goiás, pela versatilidade e funcionalidade da máquina em quaisquer atividades do campo. Em 2018 foram realizados mais de 347 treinamentos, envolvendo 4.000 pessoas, em dois níveis de capacitação: aperfeiçoamento (24 horas) e qualificação (200 horas). Neste ano, a instituição já realizou 188 treinamentos com 2.222 pessoas treinadas nos mesmos formatos. 

Pesquisas indicam que o SENAR está na direção certa. A edtech Sponge UK comparou três formatos de conteúdo: PDF, jogos e realidade aumentada. O resultado mostrou que a capacidade de absorção do conteúdo é maior com a realidade aumentada. Os alunos também elegeram a RV como a mais divertida, satisfatória e com maior poder de concentração. “As novas gerações demandam métodos de educação que favoreçam os sentidos de audição, tato e visão ao mesmo tempo. Estratégias de realidade virtual caem como uma luva para esse público, que exige cada vez mais motivação para se engajar ao aprendizado”, observa Ferla. 

No DOT, tecnologias de immersive learning (aprendizado de imersão) vem sendo cada vez mais aplicadas nas soluções contratadas por clientes. São duas as razões principais, segundo Ferla, e ambas estão interligadas. A primeira é criar uma “sala de aula” que, ao mesmo tempo, transforma e une a realidade (RA) e o mundo virtual (RV), um ambiente capaz de tornar a experiência de aprendizagem mais envolvente. A outra razão é fazer com que o conteúdo repassado seja fixado por mais tempo, tornando o treinamento mais dinâmico e eficaz. “Todos os caminhos apontam o immersive learning como a educação do futuro”, afirma o empresário.

 

Este artigo foi publicado também no portal Infor Channel.

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As EdTechs são a bola da vez

“Até 2030 as maiores empresas na internet serão de educação.” A declaração do futurista Thomas Frey, feita há dois anos, parece ter reverberado no Brasil. As empresas de EdTech (Education Technology) são destaque em mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Startups, encabeçando a lista de segmentos com maior número de negócios. São 364 startups (7,8% do total), mas o número está longe de expressar todo o potencial deste mercado. A China que o diga. Só a capital Pequim tem 3.000 EdTechs, segundo levantamento da Native Ventures. “O caminho do Brasil como nação é investir em educação e a tecnologia é uma aliada imprescindível para ganharmos escala”, afirma Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group, referência em EdTech. Na entrevista a seguir, o empresário fala por que acredita que as EdTechs são a bola da vez.

Como você vê o crescimento do mercado de educação e tecnologia?

Luiz Alberto Ferla – Todo o universo digital cresceu muito nos últimos anos. As maiores empresas do mundo, Amazon, Apple, Google, são focadas em tecnologia. Na área de educação também tivemos grande impacto do meio digital. Hoje, todas as grandes instituições de ensino têm EaD. A expectativa é de que no máximo em dois anos o número de alunos fazendo graduação via internet seja maior do que presencialmente. Essa transformação ocorre não apenas no ensino formal, mas também na educação corporativa, com o uso de plataformas tecnológicas para treinamento.

Pesquisa da ABRStartup mostra que existem 364 startups em EdTech no Brasil. É o maior número entre todos os segmentos. As EdTechs são a bola da vez?

Ferla – Eu acredito muito neste mercado. Não poderia ser diferente, pois estou há 23 anos nele. Meu primeiro cliente foi o Instituto Friedrich Naumann, da Alemanha. Em seguida, fiz para o Sebrae Nacional um curso virtual sobre empreendedorismo no final da década de 90, época em que o acesso à internet ainda era discado e para poucos. Mesmo assim, algumas horas depois da divulgação, as 2.500 vagas estavam esgotadas. O potencial do mercado brasileiro é muito grande. Primeiro, porque sempre teremos pessoas ingressando na educação formal, e, segundo, porque cada vez mais as corporações exigem profissionais mais atualizados. 

Como a tecnologia entra nesse processo?

Ferla – Um País como o Brasil, com muitas deficiências na educação, só conseguirá fazer os investimentos necessários e ganhar escala com tecnologia. É a tecnologia que vai ajudar o Brasil a melhorar seu nível educacional e, consequentemente, a produtividade e a competitividade. As grandes potências mundiais são os países que investiram muito em educação. Coreia do Sul e Singapura, que estão se destacando muito hoje, eram mais pobres que o Brasil há 50 anos. Elas se transformaram porque investiram em educação. Esse é o nosso caminho como nação. 

Como você vê esse avanço no meio corporativo?

Ferla – As pessoas que quiserem se posicionar melhor profissionalmente terão que se atualizar constantemente. Da mesma forma, as empresas que buscarem maior competitividade terão que investir na capacitação de seus times. Hoje, temos inúmeras tecnologias que permitem fazer esses treinamentos em grande escala e com alto potencial de engajamento dos colaboradores e com resultados até melhores que os presenciais. 

Os profissionais e os dirigentes do país e das empresas estão conscientes dessa necessidade?

Ferla – Acredito que cada vez mais. É um investimento para sempre e com retorno garantido. A educação não é um produto perecível que deixará de existir. O meio de ensinar pode mudar conforme a tecnologia avança, mas a educação sempre será essencial para o indivíduo, para as empresas e para as nações.

 

 

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Da webconferência ao immersive learning

Há exatos 23 anos decidi apostar minhas fichas na criação de uma empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias para a educação. Era 1996, o ensino a distância (EAD) dava importantes passos no Brasil com as primeiras aulas pela internet. Hoje, refletindo sobre o tempo que passou, me surpreendo com o tamanho da evolução das tecnologias de ensino. Saímos da webconferência e chegamos ao immersive learning, modelo que transporta o aluno para fora da sala de aula, com ambientes e recursos virtuais que levam o aprendizado a um nível inimaginável nos anos 90. Ao mesmo tempo, vislumbro o avanço que ainda nos aguarda e tenho certeza de que chegará numa velocidade fascinante. 

Quando comecei, era um estudante de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina e estava vislumbrado com a possibilidade de as pessoas aprenderem via web. Vi o primeiro laboratório de educação a distância nascer, na UFSC, e participei das primeiras ações, especialmente a produção de cursos com aulas a distância. O MEC havia criado a Secretaria de Educação a Distância com o objetivo de apoiar a política de democratização do ensino no Brasil. Eram tempos bem diferentes. Em 1996, o Google e o YouTube ainda não existiam, não havia comércio eletrônico, as redes sociais eram grupos de chat e a web tinha 7,5 mil domínios. Hoje são mais de 4 milhões. 

A evolução da tecnologia para educação (EdTech) seguiu o mesmo ritmo da inovação digital. Smartphones, tablets, aplicativos, touch screen, inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista: uma série de transformações tecnológicas tornaram as máquinas mais inteligentes e, principalmente, mais democráticas, conquistando uma legião de usuários. Já somos mais de 4 bilhões de pessoas conectadas – 53% da população mundial. Nas Américas esse percentual é de 73%. Todas essas pessoas têm a sua disposição uma infinidade de conteúdos, parte feita exclusivamente com foco em educação. O YouTube Edu, por exemplo, tem mais de 362 mil inscritos. 

As novas tecnologias não só ajudam a democratizar o conhecimento como fazem as pessoas se engajarem melhor nos estudos. Quem ensina sabe que, cada vez mais, as novas gerações demandam didáticas inovadoras para se manterem atentas. Em uma aula de artes plásticas, por exemplo, o professor já pode levar seus alunos ao Museu do Louvre sem sair da escola, graças à realidade virtual e aumentada. São tecnologias que também permitem ao estudante simular a troca de óleo de um trator agrícola, como se estivesse em uma oficina. É a teoria dando espaço à prática de forma muito mais fácil e sem riscos. 

Nesse novo cenário, o professor não é substituído. Pelo contrário, as novas dinâmicas oferecidas pela tecnologia conferem cada vez mais aos mestres a função de mentor, ou seja, um profissional que orienta o aprendizado. No Brasil, o número de graduandos do modelo de ensino a distância já é maior do que o de cursos presenciais e isso vem acontecendo de forma significativa no mundo inteiro. Não é à toa que a EdTech está no radar dos gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft, Amazon e Facebook. Investidores também estão atentos, aumentando a capitalização de EdTechs. A tecnologia está transformando a educação e acelerando a vida das pessoas e, ainda, há muito espaço para inovação. Quem viver verá.

 

 

Por Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group

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Employee Experience: o novo RH como designer de experiências

Novo conceito coloca as pessoas no centro das empresas e proporciona uma vivência significativa de trabalho aos colaboradores. Educação corporativa e tecnologia são fundamentais para garantir resultados positivos.

Pesquisa feita pela consultoria Gartner nos Estados Unidos mostra que apenas 29% dos colaboradores acreditam que a área de recursos humanos sabe o que eles precisam e querem. O índice acende um sinal de alerta para as organizações. Um novo conceito, a employee experience, em português, experiência do colaborador, chega para alinhar as expectativas. Atualmente, o posicionamento de uma empresa está atrelado à satisfação do cliente ao usar seu produto ou serviço – o cliente em primeiro lugar. A employee experience foca na jornada do colaborador para aumentar a eficiência e a competitividade.

“A Employee Experience provoca os RHs a repensarem suas ações. É uma excelente estratégia que exige que as empresas conheçam verdadeiramente seus colaboradores e que entendam o que seriam experiências memoráveis para eles. Por trás da realização de grandes experiências há princípios que devem ser observados para que se tenha coerência com os resultados que se pretende alcançar”, afirma Ana Paula Baseggio Lehmkuhl, gerente de Desenvolvimento Humano e Organizacional no DOT digital group, referência no mercado de EdTech.

O termo Employee Experience surgiu nos Estados Unidos em 2017 a partir de observações em torno do customer experience, conceito que foca na experiência do cliente. Especialistas em gestão de pessoas chegaram à conclusão de que não é possível satisfazer o cliente sem antes proporcionar experiências positivas ao colaborador. É bom deixar claro que o novo conceito não tem nada a ver com pufes e mesas de pingue-pongue. A abordagem traz à área de gestão de pessoas a missão de conectar os colaboradores com o negócio de forma personalizada, respeitando a individualidade de cada integrante da equipe.

EdTech têm papel-chave – “A employee experience traz para as organizações um convite a centralizar suas ações no ser humano e em suas múltiplas dimensões. É um grande desafio e transforma o RH em um designer de serviços para a organização e seus colaboradores”, afirma Lívia Felizardo, especialista de negócios em EdTech no DOT digital group. Para ela, as ferramentas digitais de educação corporativa têm papéis-chave para viabilizar esse novo RH. “É o instrumento que tangibiliza a inserção da cultura e prática da employee experience dentro das organizações”.

Learning Experience Platform

Inspirada nas necessidades de protagonização e personalização da jornada profissional, mencionada pela employee experience, a especialista do DOT digital group está envolvida no desenvolvimento de uma plataforma baseada no conceito de Learning Experience Platform. A nova ferramenta vai além da função de um LMS comum. “A proposta é de personalização. Será possível, por exemplo, recomendar cursos para o colaborador com base em suas preferências, não se limitando ao portfólio de conteúdos da empresa, mas fazendo conexões com o que o mercado está oferecendo na internet”, explica Lívia.

Mas o que muda quando o foco passa a ser a personalização da educação corporativa? A principal mudança é o empoderamento do colaborador, que faz escolhas a partir de sua projeção de carreira e não simplesmente de um “plano de carreira” traçado pela organização. Além disso, fortalece-se o estímulo à aprendizagem e à atualização contínua, uma necessidade urgente das organizações para aumentar a competitividade. Para Lívia, ao proporcionar protagonismo ao colaborador na gestão de sua carreira, a employee experience consegue viabilizar uma trajetória mais consistente. “Em outras palavras, não há um engessamento da aprendizagem, mas a liberdade do colaborador traçar seu próprio caminho em sintonia com a empresa”.

 

Nós podemos ajudar no seu desafio, fale com nossos especialistas.

Este artigo foi publicado no Mundo RH.

 

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[Opinião] Dia do profissional de RH e a experiência do colaborador

Por Luiz Alberto Ferla

A mesa de snooker já virou um ícone dos negócios que buscam a satisfação dos seus colaboradores, especialmente nas empresas de TI. Ela não é ruim, mas não é suficiente e, quando afirmo isso, estou falando do conceito de ambiente descontraído que ela representa. Pesquisa feita no ano passado pela Gartner nos Estados Unidos com profissionais da Geração Z (nascidos em meados dos anos 90), mostra que é preciso muito mais do que mimos para mantê-los engajados e satisfeitos: 40% disse estar arrependido de ter aceitado o emprego atual.

Afinal, o que deseja essa geração que já é a maioria da população mundial (32%)? E o que as organizações podem fazer para retê-los, contornando a falta de engajamento e a baixa produtividade? A resposta pode estar na Employee Experience, um novo conceito que veio para transformar o RH em um provedor de serviços desenhados sob medida para cada um dos colaboradores. Impossível? Seria se não fosse a tecnologia, que permite personalizar ações de forma que o colaborador sinta-se protagonista de sua jornada na empresa.

A Employee Experience surgiu nos Estados Unidos por volta de 2017. Especialistas perceberam que as empresas precisavam proporcionar experiências positivas ao colaborador para garantir a satisfação do cliente final, o customer success. A pesquisa da Gartner com a Geração Z indica que as oportunidades de desenvolvimento na carreira e de atualização constante são uma das principais razões para a permanência na empresa. Por isso, as plataformas de educação corporativa são fundamentais para inserir a Employee Experience nos negócios.

As novas plataformas de EdTech, feitas com base nas diretrizes da experiência do colaborador, dão liberdade para que cada integrante da equipe construa a sua carreira na empresa. Desta forma, o novo modelo foge das padronizações e preza pela individualidade das pessoas, buscando mais sintonia entre os objetivos da empresa e do colaborador. As ferramentas de educação corporativa permitem, por exemplo, recomendar cursos para o colaborador com base em suas necessidades ou preferências e fazer conexões com conteúdos disponíveis na internet. Os colegas também podem fazer sugestões.

O colaborador passa a ter experiências mais positivas e a empresa ganha um profissional com mais motivação para aprender e se atualizar constantemente. Um relatório recente da Brasscom mostra que o setor de TI vai precisar de 420 mil novos profissionais no Brasil até 2024. Hoje, já sobram vagas. Atender aos desejos do colaborador será cada vez mais importante para reter talentos e manter uma equipe engajada e produtiva, feliz com sua jornada na empresa.

 

 

Luiz Alberto Ferla é CEO e fundador do DOT digital group.

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Força de Vendas: saiba por que a Natura investiu em Gamification

Em 2018 o DOT digital group desenvolveu uma estratégia de gamification para a maior companhia de cosméticos da América Latina, a orgulhosamente brasileira Natura, cujo propósito é incrementar as vendas de centenas de milhares de consultoras de vendas pelo Brasil. Leia mais aqui.

Por que a Natura apostou em gamification para aumentar a performance em vendas?

Há diversas razões. Mas o modelo das Seis Caixas nos ajuda com boa parte delas:


 

Observou-se que as consultoras de vendas já possuíam ferramentas e recursos necessários para vender (Caixa 2), bem como incentivos da Natura (Caixa 3) e suas motivações pessoais para as vendas (Caixa 6).  Quanto à capacidade pessoal da consultora em cumprir tarefas (Caixa 5), apesar de sabermos que tal capacidade variava de consultora para consultora, apostamos que esta capacidade poderia ser aumentada em todas as consultoras, com a estimulação correta.

Mas as consultoras de vendas tinham problemas  na área contextual: precisavam tanto de feedbacks imediatos sobre sua performance (Caixa 1) quanto de mais instruções passo a passo (Caixa 4). E nisso a gamification tem muito a contribuir:

  • APRENDIZAGEM – Foram criadas regras para incentivar o aprendizado a distância das consultoras de vendas por meio de vídeos instrucionais, bem como que pedissem mais orientações às suas líderes;
  • FEEDBACK – O App gamificado fornecia rico e imediato feedback sobre cada tarefa feita no dia a dia: “Você cumpriu tal missão. Com isso, ganhou 20 pontos”, “Você falhou em tal missão. Na próxima vez faça isso e aquilo…”.

Os resultados permitiram à Natura não apenas engajar suas consultoras de vendas e aumentar a receita destas, mas também entender melhor seus hábitos, perfis e lacunas de performance.

Com os dados coletados, foi possível quantificar os achados, criando índices e métricas para um conhecimento fidedigno da companhia para com suas vendedoras de campo.

Como deu para perceber, gamification vai muito além de entusiasmar.

Gamification é sobre otimização, incremento de performance e o consequente ROI avaliado de forma quantitativa.

Quer aplicar gamification no seu time de vendas? Fale com nossos especialistas.

 

Mais sobre gamification, baixe nosso ebook!

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Canvas para o seu projeto de gamification

Há muita Ciência e Design por trás da Gamification. Neste artigo a metodologia DOT de gamificar sistemas/produtos/serviços é explicada de forma visual, intuitiva, por meio de um Canvas.

Todos que precisam realizar projetos complexos adoram Canvas, afinal de contas, não? Esse tipo de instrumento facilita, e muito, a compreensão de cada etapa, elemento necessário no projeto e nas relações entre elas.

Confira o Canvas de concepção de Gamification da metodologia DOT:

 

Representa toda a fase de pesquisa da metodologia de Gamification

  1. Tudo começa com um estudo aprofundado do sistema/produto/serviço que deve ser gamificado. Como funciona? Quais suas possibilidades? E suas restrições? Aqui se trata de analisar pra valer o objeto antes de incrementá-lo, aperfeiçoá-lo com Gamification!
  2. O passo a seguinte é um mergulho triplo:
  • no público-alvo (quem deve ser influenciado pela Gamification? Como são essas pessoas? O que gostam? O -que querem? O que rejeitam?);
  • nos comportamentos que precisam ser transformados no público-alvo para que a gamification funciona;
  • e nos objetivos de negócio, que por sua vez consistem nas metas de geração de valor para o cliente e os KPIs que devem ser usados para avaliar o ROI do projeto.

 

 

Onde se concentra a parte Game Design, consiste na concepção detalhada das regras de incentivo mais eficientes para atingir o público-alvo e instaurar nele os comportamentos de valor de modo a realizar os objetivos de negócio. Para saber mais sobre essa fase vital da metodologia, confira nosso eBook sobre Gamification.

 

 

 Congrega os elementos de suporte que tornam a Gamification viável do ponto de vista técnicoSão eles: tecnologias que serão empregadas, estratégia de comunicação e o capricho no design de interação, na UX. O DOT digital group disponibiliza serviços nessas 3 áreas também. Somos multidisciplinares pra valer e isso faz toda a diferença ao projetar Gamification.

 

 

Consiste na necessária análise de custos operacionais da estratégia de Gamification. Obviamente o valor resultante deste campo precisa ser superado pelo valor gerado como ROI. Esse é o critério de viabilidade financeira e comercial da estratégia.

 

Como em todo Canvas, a verdadeira análise e compreensão só começa quando todos os campos estão preenchidos. É quando a busca por relações entre os campos, e as consequentes complexidades de todo projeto, saltam aos olhos. E isso facilita muito a obtenção de soluções.

Quer saber mais sobre o jeito DOT de fazer Gamification e muito mais?

Conheça aqui o framework que a Gamification faz parte: o Game Thinking.

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