| Nome | Descrição | Referência |
| Search Pad | Um knowbot avançado que localiza e classifica as informações relevantes com base nas preferências do usuário, também aprende com eles. | http://www.searchpad.com |
| Copernic | Um agente que realiza buscas na internet, consultando simultaneamente todos os motores de busca mais importante da web. | http://copernic.com |
| KOS (Knowledge Object Suite) | Uma nova classe de ferramenta inteligente de recuperação de informações construído por modelagem como nós aprendemos. | http://www.cirilab.com |
| NetAttachePro v1.0 | Uma “segunda geração de agentes na web”, que apresenta um poderoso agente inteligente de filtragem da informação. Ele permite navegar e organizar offline. | http://www.tympani.com |
Agentes Inteligentes podem ser definidos como programas que apóiam seus usuários e agem em seus nomes: um programa de computador que apóia na coleta de notícias, atua de forma autônoma e, por sua própria iniciativa, tem “inteligência” e pode aprender e melhorar o seu desempenho na execução de suas tarefas (Woolridge e Jennings, 1995) . Estes agentes são programas de computador autônomos e o seu ambiente afeta, de forma dinâmica, o seu comportamento e a estratégia para resolver problemas. Eles ajudam os usuários a lidar com a informação. A maioria dos agentes inteligentes são baseados na Internet, ou seja, são softwares hospedados na Internet. Segundo KHOO, TOR and LEE (1998), os seguintes atributos definem um verdadeiro Agente Inteligente:
a) Autonomia: capacidade de fazer a maioria de suas tarefas sem qualquer intervenção direta de uma fonte externa, que inclui agentes humanos e outros, enquanto controla suas próprias ações e estados;
b) Habilidade Social: capacidade de interagir, quando considerarem necessário, com outros softwares ou seres humanos;
c) Receptividade: capacidade de responder, de forma antecipada, às mudanças percebidas no ambiente, incluindo mudanças no mundo físico, outros agentes, ou na Internet;
d) Personabilidade: capacidade para se adaptar às necessidades dos usuários, por meio da aprendizagem de como o usuário reage ao desempenho do agente;
e) Pró-atividade: capacidade de um agente tomar iniciativas por si só, autonomamente (fora de uma instrução específica pelo seu usuário) e espontaneamente, muitas vezes em uma base periódica, o que torna o agente uma ferramenta muito útil e poupadora de tempo;
f) Adaptabilidade: a capacidade de mudar e melhorar de acordo com as experiências acumuladas. Isso tem a ver com a memória e aprendizagem: um agente aprende com seu usuário e progressivamente melhora o desempenho nas suas tarefas. Os knowbots, mesmo os mais experimentais, desenvolvem a sua “própria” personalidade e tomam decisões baseadas em experiências passadas;
g) Cooperação: a interatividade entre o agente e o usuário, que é muito diferente da forma de trabalhar de um software comum.
Muitas aplicações de IC fazem uso de agentes inteligentes. Esta gama inclui, ainda, gestão da informação personalizada (como a filtragem de e-mail), comércio eletrônico (como a localização de informações para a aquisição e compra) e gestão de complexos processos comerciais e industriais (como agendamento de controle de tráfego aéreo). Essas tarefas/aplicações geralmente podem ser agrupadas em cinco categorias(Khoo, Tor e Lee, 1998):
1. Agentes de vigília: procura informações específicas;
2. Agentes de aprendizagem: adapta às preferências do usuário por meio da aprendizagem de seu comportamento passado;
3. Agentes de compra: compara “o melhor preço para um item”;
4. Agentes de recuperação da informação: ajuda o usuário na “busca de informações de uma forma inteligente”;
5. Auxiliar de agentes: executa tarefas de forma autônoma, sem a interação humana.
A quantidade de dados hoje disponível nos dá a impressão de estarmos “sobrecarregados com a informação”. Ter muitos dados pode nos causar tantos problemas quanto não tê-los. Então, como devemos filtrar os dados para obtermos o que precisamos?
Podemos classificar esse problema de sobrecarga de informação em duas divisões:
1. Filtragem da informação: É uma função muito importante na IC porque os usuários precisam de filtrar as informações de uma maneira mais gerenciável. Os trabalhadores do conhecimento (tais como gestores, profissionais técnicos e pessoal de marketing) têm necessidade de informação em tempo oportuno, uma vez que isso pode afetar grandemente o seu desempenho. Tarefas redundantes ou rotineiras devem ser minimizadas porque algumas pessoas devem gastar seu tempo de maneira mais produtiva (Roesler e Hawkins, 1994) ;
2. Aquisição da informação: A pesquisa sobre aquisição da informação baseada em estudos de comportamento de busca por mais de cinco décadas, pode servir como uma excelente base teórica para o estudo da Internet como fonte de informação e de agentes inteligentes como mediadores no ambiente digital (Kulthau, 1991 , 1993 ; Spink , 1997; Wilson , 1981).
CHOO, DETLOR e TURNBULL (2000) pesquisaram como os trabalhadores do conhecimento usam a Internet para encontrar informações externas às suas organizações. A vantagem de se utilizar um referencial teórico como ponto de partida é que o comportamento e preferências online podem ser melhor compreendidos, explicados e previstos. Esses comportamentos e preferências online podem ser utilizados para uma melhor concepção tanto dos ambientes online e mediadores, como também dos agentes inteligentes, embarcados em processos de IC.
Por Prof. Neri Santos Dr. Ing.