EdTech e o ensino à distância, dois aliados do desenvolvimento

Por Luiz Alberto Ferla.

O caminho do Brasil como uma grande nação é investir em educação e a tecnologia é uma aliada imprescindível para o país ganhar escala. A própria UNESCO endossa, ao destacar entre seus princípios, o grande potencial das tecnologias na ampliação do acesso a oportunidades de aprendizagem e promoção da equidade e inclusão. É a tecnologia que vai ajudar o Brasil a melhorar seu nível educacional e, consequentemente, a produtividade e competitividade.

Coreia do Sul, Japão e Singapura estão no topo da lista das nações que possuem o melhor equilíbrio entre gastos públicos e bons resultados educacionais. Entre as estratégias para a competência em educação desses países está a integração de tecnologias.  São exemplos nos quais devemos nos inspirar.

Hoje, todas as grandes instituições de ensino brasileiras já aderiram à educação à distância. A expectativa é que, no máximo em dois anos, existam mais alunos fazendo graduação  à distância do que presencialmente. Só no ano passado, o número de estudantes cresceu 20% em todas as suas modalidades, para 9,4 milhões de pessoas. Os dados são do mais recente Censo EAD.BR, da Associação Brasileira de Educação à Distância (ABED).

Essa transformação ocorre não apenas no ensino formal, mas também na educação corporativa, com o uso de plataformas tecnológicas para treinamento. As pessoas que quiserem se posicionar melhor profissionalmente terão que se atualizar constantemente. Da mesma forma, as empresas que buscam maior competitividade terão de investir em tecnologias para a capacitação de seus times.

Já existem inúmeras tecnologias que permitem fazer treinamentos em grande escala e com alto potencial de engajamento dos colaboradores. Os resultados podem ser melhores que os presenciais. Realidade virtual e aumentada, inteligência artificial, games, gamification, vídeos e microlearning são ferramentas  já difundidas na educação corporativa, por meio de soluções criadas pela EdTech – Education Technology, nome dado ao desenvolvimento e uso da tecnologia para potencializar a aprendizagem. Este é o cerne do DOT digital group. A história da empresa se confunde com a da própria evolução do ensino à distância no Brasil. O DOT nasceu em 1996, mesmo ano em que o Ministério da Educação criou a Secretaria de Educação à Distância.

No ensino formal, a educação à distância ainda é bastante calcada em teleaulas. Mas o uso intensivo dessas soluções é só uma questão de tempo. O grande desafio é realizar a transição entre o modelo educacional tradicional, com a aprendizagem centrada em instituições, universidades, escolas e professores, para um modelo centrado no aluno – o usuário final da experiência da aprendizagem. 

Nessa nova forma de ensinar, a tecnologia precisa estar a serviço da educação, respeitando seus princípios e criando um processo educacional mais atrativo e efetivo. Menos desktop, mais aplicativos móveis. Menos cursos longos e pesados, mais microcursos. Menos escrita e leitura, mais atividades interativas. Menos treinamento formal, mais aprendizagem social e informal. Essas são as tendências.

É um investimento para sempre e com retorno garantido. A educação não é um produto perecível que deixará de existir. O meio de ensinar pode mudar conforme a tecnologia avança, mas a educação sempre será essencial para o indivíduo, para as empresas e para as nações.

Luiz Alberto Ferla é CEO e fundador do DOT digital group

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

Um novo modo de aprender: a revolução necessária

Por Luiz Alberto Ferla

O mundo corporativo está pedindo um novo perfil de trabalhador, mais produtivo e digitalmente preparado, capaz de prever e promover inovações disruptivas. Isso já não é novidade. O que pouca gente se dá conta é de que para criar essa força de trabalho do futuro, temos que mudar a maneira como ensinamos e, logo, como aprendemos. A questão primordial nesta nova abordagem é levar em conta a individualidade de cada pessoa e suas preferências na hora de aprender. 

A tecnologia está no centro dessa discussão porque ela permite criar experiências massivas de aprendizagens personalizadas. O novo modo de aprender exige ferramentas que tenham disponível conteúdos em diferentes formatos e linguagens para se adaptar aos diferentes tipos de usuários. Nesse cenário, o professor é um facilitador. O líder desse colaborador também passa a ter o papel de um provocador de novas aprendizagens. Mas o trabalhador é o protagonista da sua carreira e decide quais habilidades vai acrescentar a ela. 

Para preparar o trabalhador do futuro, a educação também deve ser cada vez mais mobile. Estima-se que em 2020 haverá apenas na Ásia mais de 1 bilhão de trabalhadores móveis, que não ficam restritos a um local de trabalho determinado. São profissionais que dependem de dispositivos móveis para trabalhar e aprender. A tendência demanda estratégias de microlearning, modelo que aposta em conteúdos curtos. A brevidade instiga os colaboradores a consumir capacitação com mais frequência e com flexibilidade. 

Essa nova forma de aprender é uma revolução mais do que necessária para que possamos avançar na transformação digital. Uma mudança que requer gente preparada – muito mais do que máquinas, acredite. Para isso, setor público e setor privado precisam ter em comum a missão de oferecer ferramentas para qualificar trabalhadores. Porque não é mais possível que tenhamos no Brasil 12 milhões de desempregados ao mesmo tempo em se projeta um déficit de 420 mil profissionais habilitados até 2024. Que venha a revolução. 

 

 

Luiz Alberto Ferla é CEO e fundador do DOT digital group

 

 

 

Este artigo foi publicado também no portal Mundo RH

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

[Entrevista] Employee Experience: o novo RH como designer de experiências

Employee Experience é o conceito coloca as pessoas no centro das empresas e proporciona uma vivência significativa de trabalho aos colaboradores. A educação corporativa e tecnologia são fundamentais para garantir resultados positivos.  Neste contexto, o nosso CEO, Luiz Alberto Ferla, conversou com Kelly Rickes, General Manager of Design and Culture for Latam , da TIVIT, sobre Employee Experience e como a TIVIT tornou o seu colaborador o protagonista no desenvolvimento da sua carreira.

 

O que a TIVIT tem feito em Employee Experience?

Canais de informação e a Geração Y

Estudo de Personas

Employee Experience e o Estudo de Personas

Colaborador protagonista no desenvolvimento da sua carreira


 

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

Case TIVIT – Estudo de Personas para a Educação Corporativa

Presente no mercado há mais de 20 anos, a TIVIT é uma empresa multinacional de soluções digitais com operações em 10 países da América Latina. Apoia os seus clientes na evolução dos seus negócios através de soluções digitais divididas em 3 linhas de negócios: Digital Business, Cloud Solutions e Tech Platforms (Digital Payments). A TIVIT é a oitava entre as dez maiores empresas da América Latina. Além disso, cem das quinhentas maiores empresas do Brasil contam com a TIVIT como parceira tecnológica para trazer eficiência e inovação aos seus negócios.

DESAFIO

Analisar os comportamentos e identificar os perfis dos colaboradores das 10 Academys da TIVIT com o objetivo de melhorar a comunicação e a adesão à Educação Corporativa.

SOLUÇÃO 

A TIVIT contou com o MarTech do DOT para a realização de um Estudo de Personas.

A metodologia contou com Ciência de Dados, pesquisa qualitativa para recolher informações comportamentais e a análise especializada dos estrategistas do DOT.

Além de definir as Personas, o estudo também apontou insights para a Educação Corporativa da TIVIT.

RESULTADO

O estudo realizado trouxe dados concretos e alinhados com a jornada de aprendizagem de cada colaborador, resultando na criação de 16 personas. Com isto, surgiram várias oportunidades, como:

 

  •  Conhecer o perfil de cada grupo de colaboradores da TIVIT Brasil e TIVIT Latam;
  •  Ajustar conteúdos dos cursos aplicados nas Academys;
  •  Aplicar diferentes estratégias de formação, de acordo com o perfil de cada persona;
  •  Analisar oportunidades de ampliação e inovação dos canais de comunicação internos;
  •  Analisar questões motivacionais que contribuem no momento de decisão de matrícula e conclusão dos cursos oferecidos;
  •  Compreender o comportamento de consumo dos cursos, como: os melhores horários para estudo, o tempo dedicado por dia, quais os dispositivos mais utilizados, etc.

Saiba mais sobre Estudo de Personas

Depoimento

Veja no vídeo abaixo o depoimento de Kelly Rickes, General Manager of Design and Culture for Latam da TIVIT, em que nos conta como foi a experiência de realizar um Estudo de Personas com os colaboradores e os resultados que essa acção trouxe para a empresa.  Aproveita e veja a entrevista completa sobre Employee Experience: o novo RH como designer de experiências

 

 

Fale com um especialista em EdTech, clique aqui.

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

[Case SENAR] Realidade virtual na educação: um mundo de possibilidades sem sair da sala de aula

Muito comum em videojogos, a realidade virtual tem vindo a ganhar espaço nas plataformas de tecnologias educacionais, tanto ao nível do ensino formal como da formação profissional.

Aprendemos melhor quando vivenciamos experiências. Por isso, os simuladores são uma grande tendência no mercado de tecnologias para a educação. De acordo com a International Data Corporation (IDC), a expectativa é de que US$ 22,5 bilhões serão investidos em 2025 na realidade virtual voltada para a educação. “A imersão proporcionada por plataformas de realidade virtual abre um mundo de possibilidades sem a necessidade de sair da sala de aula, seja na escola ou no trabalho”, destaca Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group. 

Em agosto, o SENAR de Goiás vai começar a usar um simulador na disciplina de Mecanização Agrícola. A solução, desenvolvida pelo DOT, funciona com um computador e uns óculos de realidade virtual que simula uma oficina mecânica para tratores agrícolas. No ambiente, serão feitos exercícios de manutenção dos sistemas de lubrificação, arrefecimento e filtro de combustível. De acordo com Samantha Leandro de Sousa Andrade, responsável pelo projeto no SENAR, a ferramenta deve gerar economia de insumos como óleos, filtros e peças em geral. 

A redução de custos é só um dos benefícios da aplicação de realidade virtual em plataformas de educação. Do ponto de vista educacional, os simuladores de ambientes e atividades do mundo real também proporcionam maior segurança aos alunos ao eliminar riscos de operação. “A realidade virtual evita riscos, além de promover a execução prática de 100% dos alunos de forma rápida e muito didática”, destaca Samantha. Um piloto da solução foi apresentado numa feira em Rio Verde (SP) e chamou a atenção de quem testou, comprovando o alto índice de engagement da realidade virtual. 

Segundo Samantha, historicamente, a formação em tratores agrícolas sempre foi o produto mais executado pelo SENAR em Goiás, pela versatilidade e funcionalidade da máquina em quaisquer atividades do campo. Em 2018 foram realizadas mais de 347 formações, envolvendo 4.000 pessoas, em dois níveis:: aperfeiçoamento (24 horas) e qualificação (200 horas). Neste ano, a instituição já realizou 188 formações com 2.222 pessoas nos mesmos formatos. 

Pesquisas indicam que o SENAR está na direção certa. A edtech Sponge UK comparou três formatos de conteúdo: PDF, jogos e realidade aumentada. O resultado mostrou que a capacidade de absorção do conteúdo é maior com a realidade aumentada. Os alunos também elegeram a RV como a mais divertida, satisfatória e com maior poder de concentração. “As novas gerações demandam métodos de educação que favoreçam os sentidos de audição, tato e visão ao mesmo tempo. Estratégias de realidade virtual caem como uma luva para esse público, que exige cada vez mais motivação para se envolver no processo de aprendizagem”, observa Ferla. 

No DOT, tecnologias de immersive learning (aprendizagem de imersão) tem vindo a ser cada vez mais aplicadas nas soluções contratadas por clientes. São duas as razões principais, segundo Ferla, e ambas estão interligadas. A primeira é criar uma “sala de aula” que, ao mesmo tempo, transforma e une a realidade (RA) ao  mundo virtual (RV), num ambiente capaz de tornar a experiência de aprendizagem mais envolvente. A outra razão é fazer com que o conteúdo repassado seja fixado por mais tempo, tornando a formação mais dinâmica e eficaz. “Todos os caminhos apontam o immersive learning como a educação do futuro”, afirma o empresário.

 

Este artigo foi publicado também no portal Infor Channel.

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

A aplicação de Inteligência Artificial nas empresas

Vivemos na era da revolução digital, onde todos os dias surgem novos conceitos e tecnologias para movimentar pessoas e negócios. A Inteligência Artificial é uma delas e está a ser aplicada com frequência! 

Entende-se como Inteligência Artificial o facto de as máquinas conseguirem pensar como seres humanos, aprendendo a raciocinar, analisar e tomar decisões. Esta situação ainda preocupa muita gente, por imaginarem que os robôs substituirão as pessoas, no entanto o cenário não é bem esse. 

Uma pesquisa realizada pela Gartner prevê a criação de empregos relacionados à Inteligência Artificial (AI), chegando a 2 milhões de novos postos de trabalho em 2025.

Svetlana Sicular, Vice-Presidente de Pesquisas do Gartner, afirma que a Inteligência Artificial vai melhorar a produtividade de muitos empregos, eliminando milhões de posições de nível médio e baixo, mas ao mesmo tempo criará milhões de novas posições altamente qualificadas, de gestão e até mesmo ao nível de entrada e de baixa qualificação.

Embora o mercado da inteligência artificial seja dominado por grandes empresas, os pequenos negócios também podem encontrar oportunidades na criação de novas soluções com a tecnologia, principalmente através de startups.

Aplicações de Inteligência Artificial 

  • Recomendação de produtos

Sistemas que identificam o perfil do consumidor e indicam produtos que o cliente quer

comprar, mesmo que ele ainda não os tenha procurado. Numa loja de roupa, por

exemplo, a solução pode passar por scanear o corpo do comprador e analisar as melhores opções de roupas para o mesmo.

  • Divulgação de produtos

Solução que identifica o interesse do consumidor num determinado produto e gera ações

de marketing que fazem com que o produto pesquisado continue a aparecer noutros

sites em que esse consumidor navega.

  • Bots que atuam como secretárias

O bot pode agendar reuniões identificando as pessoas envolvidas e os horários disponíveis

na agenda de cada um deles. Este é um exemplo real da Amy Ingram, o bot da empresa

x.ai.

  • Recrutamento e seleção

A inteligência artificial permite que seja feita uma análise aprofundada dos candidatos a

determinada vaga, a fim de identificar aquele que é o mais adequado.

  • Bots para atendimento ao cliente

Softwares automatizados que conseguem comunicar com o cliente, via texto ou

telefone. A sua capacidade de aprendizagem permite que estes compreendam o contacto, interpretem a melhor forma de conversar com o mesmo e adaptem a comunicação, por exemplo.

Veja algumas vantagens da utilização de IA nas organizações:

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

As EdTechs são a bola da vez

“Até 2030 as maiores empresas na internet serão de educação.” A declaração do futurista Thomas Frey, feita há dois anos, parece ter reverberado no Brasil. As empresas de EdTech (Education Technology) são destaque em mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Startups, encabeçando a lista de segmentos com maior número de negócios. São 364 startups (7,8% do total), mas o número está longe de expressar todo o potencial deste mercado. A China que o diga. Só a capital Pequim tem 3.000 EdTechs, segundo levantamento da Native Ventures. “O caminho do Brasil como nação é investir em educação e a tecnologia é uma aliada imprescindível para ganharmos escala”, afirma Luiz Alberto Ferla, fundador e CEO do DOT digital group, referência em EdTech. Na entrevista a seguir, o empresário fala por que acredita que as EdTechs são a bola da vez.

Como você vê o crescimento do mercado de educação e tecnologia?

Luiz Alberto Ferla – Todo o universo digital cresceu muito nos últimos anos. As maiores empresas do mundo, Amazon, Apple, Google, são focadas em tecnologia. Na área de educação também tivemos grande impacto do meio digital. Hoje, todas as grandes instituições de ensino têm EaD. A expectativa é de que no máximo em dois anos o número de alunos fazendo graduação via internet seja maior do que presencialmente. Essa transformação ocorre não apenas no ensino formal, mas também na educação corporativa, com o uso de plataformas tecnológicas para treinamento.

Pesquisa da ABRStartup mostra que existem 364 startups em EdTech no Brasil. É o maior número entre todos os segmentos. As EdTechs são a bola da vez?

Ferla – Eu acredito muito neste mercado. Não poderia ser diferente, pois estou há 23 anos nele. Meu primeiro cliente foi o Instituto Friedrich Naumann, da Alemanha. Em seguida, fiz para o Sebrae Nacional um curso virtual sobre empreendedorismo no final da década de 90, época em que o acesso à internet ainda era discado e para poucos. Mesmo assim, algumas horas depois da divulgação, as 2.500 vagas estavam esgotadas. O potencial do mercado brasileiro é muito grande. Primeiro, porque sempre teremos pessoas ingressando na educação formal, e, segundo, porque cada vez mais as corporações exigem profissionais mais atualizados. 

Como a tecnologia entra nesse processo?

Ferla – Um País como o Brasil, com muitas deficiências na educação, só conseguirá fazer os investimentos necessários e ganhar escala com tecnologia. É a tecnologia que vai ajudar o Brasil a melhorar seu nível educacional e, consequentemente, a produtividade e a competitividade. As grandes potências mundiais são os países que investiram muito em educação. Coreia do Sul e Singapura, que estão se destacando muito hoje, eram mais pobres que o Brasil há 50 anos. Elas se transformaram porque investiram em educação. Esse é o nosso caminho como nação. 

Como você vê esse avanço no meio corporativo?

Ferla – As pessoas que quiserem se posicionar melhor profissionalmente terão que se atualizar constantemente. Da mesma forma, as empresas que buscarem maior competitividade terão que investir na capacitação de seus times. Hoje, temos inúmeras tecnologias que permitem fazer esses treinamentos em grande escala e com alto potencial de engajamento dos colaboradores e com resultados até melhores que os presenciais. 

Os profissionais e os dirigentes do país e das empresas estão conscientes dessa necessidade?

Ferla – Acredito que cada vez mais. É um investimento para sempre e com retorno garantido. A educação não é um produto perecível que deixará de existir. O meio de ensinar pode mudar conforme a tecnologia avança, mas a educação sempre será essencial para o indivíduo, para as empresas e para as nações.

 

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

Da webconferência ao immersive learning

Há exatos 23 anos decidi apostar minhas fichas na criação de uma empresa especializada no desenvolvimento de tecnologias para a educação. Era 1996, o ensino a distância (EAD) dava importantes passos no Brasil com as primeiras aulas pela internet. Hoje, refletindo sobre o tempo que passou, me surpreendo com o tamanho da evolução das tecnologias de ensino. Saímos da webconferência e chegamos ao immersive learning, modelo que transporta o aluno para fora da sala de aula, com ambientes e recursos virtuais que levam o aprendizado a um nível inimaginável nos anos 90. Ao mesmo tempo, vislumbro o avanço que ainda nos aguarda e tenho certeza de que chegará numa velocidade fascinante. 

Quando comecei, era um estudante de mestrado da Universidade Federal de Santa Catarina e estava vislumbrado com a possibilidade de as pessoas aprenderem via web. Vi o primeiro laboratório de educação a distância nascer, na UFSC, e participei das primeiras ações, especialmente a produção de cursos com aulas a distância. O MEC havia criado a Secretaria de Educação a Distância com o objetivo de apoiar a política de democratização do ensino no Brasil. Eram tempos bem diferentes. Em 1996, o Google e o YouTube ainda não existiam, não havia comércio eletrônico, as redes sociais eram grupos de chat e a web tinha 7,5 mil domínios. Hoje são mais de 4 milhões. 

A evolução da tecnologia para educação (EdTech) seguiu o mesmo ritmo da inovação digital. Smartphones, tablets, aplicativos, touch screen, inteligência artificial, realidade aumentada, realidade virtual e realidade mista: uma série de transformações tecnológicas tornaram as máquinas mais inteligentes e, principalmente, mais democráticas, conquistando uma legião de usuários. Já somos mais de 4 bilhões de pessoas conectadas – 53% da população mundial. Nas Américas esse percentual é de 73%. Todas essas pessoas têm a sua disposição uma infinidade de conteúdos, parte feita exclusivamente com foco em educação. O YouTube Edu, por exemplo, tem mais de 362 mil inscritos. 

As novas tecnologias não só ajudam a democratizar o conhecimento como fazem as pessoas se engajarem melhor nos estudos. Quem ensina sabe que, cada vez mais, as novas gerações demandam didáticas inovadoras para se manterem atentas. Em uma aula de artes plásticas, por exemplo, o professor já pode levar seus alunos ao Museu do Louvre sem sair da escola, graças à realidade virtual e aumentada. São tecnologias que também permitem ao estudante simular a troca de óleo de um trator agrícola, como se estivesse em uma oficina. É a teoria dando espaço à prática de forma muito mais fácil e sem riscos. 

Nesse novo cenário, o professor não é substituído. Pelo contrário, as novas dinâmicas oferecidas pela tecnologia conferem cada vez mais aos mestres a função de mentor, ou seja, um profissional que orienta o aprendizado. No Brasil, o número de graduandos do modelo de ensino a distância já é maior do que o de cursos presenciais e isso vem acontecendo de forma significativa no mundo inteiro. Não é à toa que a EdTech está no radar dos gigantes da tecnologia, como Google, Microsoft, Amazon e Facebook. Investidores também estão atentos, aumentando a capitalização de EdTechs. A tecnologia está transformando a educação e acelerando a vida das pessoas e, ainda, há muito espaço para inovação. Quem viver verá.

 

 

 

Por Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group.

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT

(Português do Brasil) Educação e Internet das Coisas

Que a internet trouxe consigo grandes oportunidades para a Educação é algo que não precisa mais ser discutido nos dias atuais. A revolução digital que se intensificou na década de 2000 também representou uma série de inovações educacionais como novas modalidades de ensino a distância, incluindo tendências mais atuais como o blended  learning e o microlearning.

Mas a inovação tecnológica, por definição, nunca para. Se pensarmos em que mudanças estão próximas,  no que diz respeito à internet e que representam grandes impactos na Educação, não podemos deixar de pensar na Internet da Coisas, ou Internet of Things (IoT). Michael Porter, da Harvard Business School, afirma que esta tendência consiste na “mudança mais substancial na produção de bens desde a Segunda Revolução Industrial”.

E para entender esse conceito é útil retomar à história da internet. Vamos lá!

As eras da internet

A Web 1.0, originária em 1996, significou conteúdo publicado para usuários que utilizavam  PCs. A Web 2.0, por volta de 2005, trouxe o conceito de social media, com usuários também como produtores de conteúdos em blogs. Por volta de 2014 começa-se a falar na Web 3.0, que trouxe a ubiqüidade: várias máquinas conectadas (smartphones, tablets, smart TVs, etc) e tratando dados. E agora vemos uma nova mudança. A Web 4.0, onde têm participação decisiva: a) a Inteligência Artificial; b) um volume gigantesco de dados contextualizados; e c) a integração de outras máquinas além de dispositivos digitais.
A Internet das Coisas tem esse nome porque produtos eletrônicos, coisas, poderão acessar a web, coletar e tratar dados de forma considerada inteligente. Enquanto hoje interagimos com notebooks e smartphones, na Web 4.0 também lidaremos com carros inteligentes, roupas com sensores de saúde, tutores virtuais que dialogam com o aluno, casas (ou escolas) com sensores para leitura dos comportamentos das pessoas em seu interior, robôs que ajudam a cuidar de idosos, etc.

O que vem pela frente

Na Web 4.0 a IoT se torna possível conectando produtos eletrônicos e digitais em uma rede onde mesmo a fonte de energia é planejada para ser inteligente e sustentável. 

O governo federal brasileiro já demonstrou sinais de interesse, tendo lançado em junho de 2019 o Plano Nacional de Internet das Coisas. Esse Plano envolve a criação de uma câmara inter-ministerial (envolvendo Educação, Saúde, Tecnologia, Agronegócio, etc), para fomento de inovações relacionadas à IoT no Brasil.

Internet das Coisas e Mudanças na Educação

No que diz respeito ao impacto da IoT na Educação, ficamos sabendo pelo manifesto do evento Internet of Things Week de 2017, que uma das premissas fundamentais para o sucesso da IoT é “Identificar e apoiar a tendência crescente de uso de tecnologias IoT na educação”.

Já o relatório oficial o BNDES destaca aplicações da IoT para o Brasil, de imediato, na indústria de base (fábrica e agronegócio) e também na Saúde. Depois das áreas técnicas diretamente envolvidas com a criação da IoT, a formação de profissionais de Saúde será a primeira impactada pela IoT. O que demanda, segundo o BNDES, “reconhecer Informática em Saúde como uma área de conhecimento por parte dos órgãos de educação” (p.33). 

Pensando no médio e longo prazo, a IoT demanda também despertar o interesse dos jovens pela inovação tecnológica: “Apoiar e estimular movimentos para expandir a adoção de programação, robótica e uso de sensores no ensino médio de escolas públicas e privadas” (p. 31).

Immersive Learning

A IoT transformará escolas em grandes laboratórios, onde alunos poderão interagir e projetar interações das mais variadas. A Educação será mais empírica, centrada em projetos e demandando criatividade, colaboração e comunicação. E dada a ubiquidade da Web 4.0, a educação definitivamente não estará restrita ao espaço físico das escolas.

A Microsoft vem popularizando o termo “Immersive Learning” para designar essa experiência Web 4.0 na Educação. O termo faz alusão ao caráter experiencial do aluno imerso no conhecimento. Fazem parte hoje do Immersive Learning iniciativas como a Realidade Virtual para treinamentos; a Realidade Aumentada nas escolas; mesas interativas; Realidade Mista para tornar ambientes inteligentes; jogos educativos e ensino gamificado; etc.

Dentro de alguns anos também farão parte corriqueira dessa mudança coisas como tutores virtuais capazes de efetivamente dialogar com alunos; instalações eletrônicas que responderão a comandos de professores para exibir conteúdos ou promover avaliações; e mesmo robôs projetados por crianças e adolescentes.

Meu convite

A IoT ainda não é uma realidade nos lares brasileiros. Mas venha conhecer o que o DOT digital group já possui, hoje, em relação ao Immersive Learning, e conversar com nossos especialistas a respeito de como a Web 4.0 mudará a Educação.

Receba Conteúdos!

Cadastre-se e receba conteúdos exclusivos produzidos pelo DOT