No Brasil, a população passa quase um terço do tempo em que está conectado em redes sociais. Apesar de sermos um dos povos mais conectados, temos um dos menores índices de maturidade digital do planeta.

Por Luiz Alberto Ferla*, CEO e fundador do DOT digital group

Hoje, 17 de maio, é dia mundial da internet, data criada pela Organização das Nações Unidas com o objetivo de promover a inclusão digital. No Brasil, 70% da população está conectada e passa, em média, 9 horas e meia por dia navegando. É muito tempo, só perdemos para os filipinos. Uma parte desse tempo, 3 horas e meia, é gasto em redes sociais como Facebook e WhatsApp.

Estes dados ajudam a entender por que apesar de sermos um dos povos mais conectados, temos um dos índices de maturidade digital mais baixo do planeta. Nossas habilidades digitais são limitadas e pouco impactam na produtividade, empregabilidade e geração de renda, segundo relatório elaborado pelo Google com a consultoria McKinsey.

Como mudar esse cenário?

Precisamos urgentemente promover o desenvolvimento de competências digitais para que o brasileiro use a rede mundial de computadores para aprender e se desenvolver profissionalmente. Proponho uma rede mundial de aprendizagem com potencial para capacitar pessoas em larga escala, dentro e fora das salas de aula. Vejo a educação digital como a saída para acelerar o atraso brasileiro tanto no ensino formal quanto corporativo.

O ensino a distância já representa 25% das matrículas no ensino superior e têm espaço para continuar crescendo fortemente. Nas empresas, o e-learning permite capacitar mais profissionais com menos recursos, sem perder qualidade.

Temos que usar o fato de sermos um dos povos mais conectados do mundo ao nosso favor. Não precisamos levar as pessoas aos ambientes digitais. A maioria dos brasileiros já está lá. Precisamos de criatividade para usar esses espaços como ambiente de educação e conhecimento, com qualidade. Acredito que, se desenvolvermos no brasileiro a cultura do e-learning, teremos muito mais chance de melhorarmos nossos indicadores educacionais.

Vamos usar uma parte daquelas 9 horas e meia que passamos na internet para aprender, seja na sala de aula, no trabalho, em casa ou no congestionamento. A internet é um mundo muito maior do que as redes sociais.

Luiz Alberto Ferla é CEO e fundador do DOT digital group