“O uso intensivo de tecnologia na educação formal é só uma questão de tempo”, diz especialista

Lars Janér será um dos painelistas no Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação, que ocorre neste sábado, em Paulínia (SP)

 

Realidade virtual, realidade aumentada, inteligência artificial, games, vídeos e microlearning são tecnologias e metodologias já difundidas na educação corporativa. No ensino formal há alguns cases de escolas brasileiras que utilizam ferramentas digitais em seus projetos pedagógicos, mas ainda são exceções. “Vemos uma mudança de mentalidade em curso. O uso intensivo de tecnologia na educação formal é só uma questão de tempo”, acredita Lars Janér, CCO do DOT digital group, referência em tecnologias para educação no Brasil. O especialista será um dos painelistas do 3º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação, que ocorre neste sábado, 14 de setembro, em Paulínia (SP). 

O evento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores – IBFE, é voltado a educadores, gestores educacionais, docentes e estudantes universitários de cursos de graduação e pós-graduação em educação. Janér é um dos convidados do painel de abertura, Futuro e Tendências na Educação, junto com Eliane El Badouy, especialista em futuro e tendências e Maria Helena Castro, conselheira do Conselho Nacional de Educação e presidente da Comissão de Formação de Professores. “Vamos mostrar como a tecnologia pode ser usada por diferentes perfis de alunos e em diferentes cenários para acelerar o processo de aprendizagem”, adianta Janér. 

O especialista cita o case do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) de Goiás que, em agosto passado, começou a usar um simulador na disciplina de Mecanização Agrícola. A solução, desenvolvida pelo DOT, funciona com um computador e um óculos de realidade virtual e simula uma oficina mecânica para tratores agrícolas. No ambiente, são feitos exercícios de manutenção dos sistemas de lubrificação, arrefecimento e filtro de combustível. A ferramenta gera economia de insumos para o Senar, proporciona maior segurança aos alunos ao eliminar riscos de operação e, principalmente, acelera a aprendizagem por meio de uma plataforma imersiva. 

“Aprendemos melhor quando vivenciamos experiências. Por isso, os simuladores e sistemas interativos são grandes tendências”, destaca Janér. De acordo com a IDC, a venda de equipamentos para Realidade Virtual e Realidade Aumentada deve alcançar 65,9 milhões de unidades em 2022. Em 2018 foram 8,9 milhões. A RV faz com que o participante vivencie situações no treinamento e experimente o conteúdo técnico. Na RA, elementos digitais podem ser vistos sobre um ambiente real por meio de dispositivos como a câmera do celular.

A inteligência artificial é outra tendência tecnológica que ainda tem muito espaço para avançar na educação formal. “Por meio dela, é possível esclarecer dúvidas pontuais de forma ágil, dar feedback imediato e acompanhar em tempo real a evolução e o desempenho do aluno”, explica Janér. De acordo com a Gartner, a inteligência artificial será uma das tecnologias mais disruptivas na próxima década, com crescimento de 62% em 2019. 

 

Serviço

III Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação

Data: 14 de setembro de 2019 (sábado)

Horário: 8h às 18h

Local: Theatro Municipal de Paulínia

Av. Pref. José Lozano Araújo, 1551 – Parque Brasil 500, Paulínia

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