O avanço da tecnologia ao longo da história tem sido um motor de mudança e progresso. Da invenção do microprocessador à popularização da internet, cada marco tecnológico remodela a maneira como vivemos e aprendemos. A inteligência artificial (IA) surge como um desses marcos, com a capacidade de redefinir indústrias inteiras e transformar a forma como interagimos com o mundo ao nosso redor. Neste artigo, exploraremos esse vasto território e os impactos da Inteligência Artificial na aprendizagem, desvendando potencialidades e desafios. 

Compreendendo a Inteligência Artificial 

Finalmente é chegado o momento de discutirmos riscos e potencialidades da inteligência artificial, já que ela não é mais apenas uma fantasia de ficção científica, mas uma realidade tangível em nossas vidas cotidianas. 

O termo abrange uma variedade de sistemas e tecnologias, que podem aprender e executar tarefas específicas, desde chatbots até sistemas avançados de análise de dados. Embora muitos associem a IA simplesmente aos assistentes virtuais, como o ChatGPT, ela vai muito além, abrangendo qualquer sistema que possa aprender tarefas ou assuntos. 

A indústria de IA está crescendo exponencialmente. Estima-se que, até 2030, o setor de Mídia e Entretenimento relacionado à Inteligência Artificial valha cerca de US$ 100 bilhões, de acordo com um relatório da Grand View Research Inc. 

E isso é apenas o começo — tecnologias como machine learning e big data, aliadas ao poder de computação moderno, tendem a impulsionar o desenvolvimento de IAs cada vez mais sofisticadas. 

A história da IA é marcada por marcos significativos, desde os primeiros conceitos de redes neurais até a criação de assistentes virtuais como  Siri e Alexa, tão presentes em nosso dia a dia.

Ao longo dos anos, a IA avançou de maneira impressionante, culminando em conquistas notáveis, como, por exemplo, o campeonato de xadrez vencido pelo computador Deep Blue sobre Garry Kasparov. 

Hoje, a presença da IA é onipresente em nossas vidas, permeando praticamente todos os nossos processos eletrônicos. 

 

Impactos da Inteligência Artificial na aprendizagem

Qualquer pessoa que tenha estado atenta nos últimos meses tem visto manchetes sobre o tão falado chat GPT e outras formas de IA sendo utilizadas por profissionais de todas as áreas, inclusive na educação. 

No campo da aprendizagem, são constantemente levantadas questões sobre a problemática envolvendo tal utilização, por alunos e professores. 

A tecnologia prejudicará o aprendizado? Irá minar completamente a educação como a conhecemos? Os professores perderão seus empregos? Os cérebros terão preguiça de aprender? As dúvidas são diversas.

Mas o caso não é bem esse. Existem, sim, formas de mitigar tudo isso, se as devidas precauções forem tomadas, se as coisas forem feitas da maneira correta. De fato, provavelmente nos encontramos hoje diante da maior transformação positiva que a educação corporativa já viu.

Temos a chance de fornecer a todos os aprendizes um tutor particular artificialmente inteligente, ao passo que cada professor pode contar com seu próprio assistente de ensino artificialmente inteligente.  

Segundo um estudo de Benjamin Bloom, de 1984, chamado The Two Sigma Problem, a distribuição normal observada entre um grupo de aprendizes é a tradicional curva em forma de sino, na qual a maioria dos estudantes tende a posicionar-se ao meio, com um desempenho mediano, nem péssimo, nem excepcional. 

No entanto, tal estudo provou que ao contar com soluções educacionais como a tutoria, dando explicações individuais aos aprendizes, é possível mover a curva, obtendo uma distribuição na qual a maioria tende a um desempenho excelente.

Em outras palavras, com um acompanhamento individualizado, é possível transformar um aluno mediano em um aluno excepcional, ou um aluno abaixo da média em um aluno acima da média. 

Mas, afinal, então por que Benjamin Bloom chamou isso de “problema”? Ora, porque, na época, embora a solução de acompanhamento individual parece perfeita, ela também parecia completamente inviável na maioria dos casos. 

No entanto, hoje estamos diante de um cenário no qual, com o apoio da IA, um tutor dedicado especialmente a cada aprendiz não somente é viável como já é uma realidade. 

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Prós e Contras da IA na Aprendizagem

Diante da rápida transformação que estamos vivendo, há pessoas com uma visão mais pessimista sobre os impactos da Inteligência Artificial na aprendizagem e, também, em outras áreas da sociedade, achando tudo muito assustador. 

É inevitável vislumbrar todos aqueles cenários distópicos, nos quais as coisas fogem do controle, assim, algumas pessoas acham que o ideal seria abrandar, de repente fazer uma pausa…

Por outro lado, há as pessoas mais otimistas, que percebem como já passamos por pontos de inflexão no passado, como a Revolução Industrial, por exemplo, que foi assustadora, mas, eventualmente, tudo entrou nos eixos. Essas pessoas confiam que com a IA o cenário será o mesmo.

Como toda tecnologia disruptiva, a IA traz consigo uma série de vantagens e desvantagens. Ela pode automatizar tarefas rotineiras, reduzir desigualdades, otimizar processos de produção, dentre tantas outras coisas. No entanto, preocupações com privacidade, dilemas éticos, dependência excessiva e impacto no mercado de trabalho estão entre os contras da disseminação da IA. 

A verdade é que, embora não haja como prever o futuro, o avanço da Inteligência Artificial, seja no âmbito educacional ou em quaisquer outros, não é nada como atirar de uma moeda ao ar e esperar para ver o que acontece: o fato é que todos somos participantes ativos dessas transformações. Decisores sobre o futuro da tecnologia e suas implicações.

É preciso que organizações, governos e estudiosos trabalhem em conjunto para assegurar que medidas de segurança e regulamentações sejam definidas antes que quaisquer problemas surjam, para que, assim, o uso da IA seja amplamente difundido e sejam postos sob os holofotes os casos de utilização positivos.

Com o uso correto, a expectativa é que as inteligências possam trabalhar juntas, para que a artificial possa melhorar a humana.

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