Educação e Internet das Coisas

Que a internet trouxe consigo grandes oportunidades para a educação é algo que não precisa mais ser discutido nos dias atuais. A revolução digital que se intensificou na década de 2000 também representou uma série de inovações educacionais, como novas modalidades de ensino a distância, incluindo tendências mais atuais, como o blended  learning e o microlearning.

Mas a inovação tecnológica, por definição, nunca para. Se pensarmos em quais mudanças estão próximas, no que diz respeito à internet e que representam grandes impactos na educação, não podemos deixar de pensar na Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT). Michael Porter, da Harvard Business School, afirma que esta tendência consiste na “mudança mais substancial na produção de bens desde a Segunda Revolução Industrial”.

E para entender esse conceito é útil retomar à história da internet. Vamos lá!

As eras da internet

A Web 1.0, originária em 1996, significou conteúdo publicado para usuários que utilizavam  PCs. A Web 2.0, em meados de 2005, trouxe o conceito de social media, com usuários também como produtores de conteúdos em blogs. Por volta de 2014, começou-se a falar na Web 3.0, que trouxe a ubiquidade: várias máquinas conectadas (smartphones, tablets, smart TVs etc.) e tratando dados. E agora vemos uma nova mudança. A Web 4.0, em que participam decisivamente: a) a inteligência artificial; b) um volume gigantesco de dados contextualizados; e c) a integração de outras máquinas, além de dispositivos digitais.
A Internet das Coisas tem esse nome porque produtos eletrônicos, coisas, poderão acessar a web, coletar e tratar dados de forma considerada inteligente. Enquanto hoje interagimos com notebooks e smartphones, na Web 4.0 também lidaremos com carros inteligentes, roupas com sensores de saúde, tutores virtuais que dialogam com o aluno, casas (ou escolas) com sensores para leitura dos comportamentos das pessoas em seu interior, robôs que ajudam a cuidar de idosos, etc.

O que vem pela frente

Na Web 4.0, a IoT se torna possível conectando produtos eletrônicos e digitais em uma rede onde mesmo a fonte de energia é planejada para ser inteligente e sustentável. 

O governo federal brasileiro já demonstrou sinais de interesse, tendo lançado em junho de 2019 o Plano Nacional de Internet das Coisas, que envolve a criação de uma câmara interministerial (abrangendo educação, saúde, tecnologia, agronegócio etc.), para fomento de inovações relacionadas à IoT no Brasil.

Internet das Coisas e Mudanças na Educação

No que diz respeito ao impacto da IoT na educação, ficamos sabendo pelo manifesto do evento Internet of Things Week de 2017 que uma das premissas fundamentais para o sucesso da IoT é “Identificar e apoiar a tendência crescente de uso de tecnologias IoT na educação”.

Já o relatório oficial o BNDES destaca aplicações da IoT para o Brasil, de imediato, na indústria de base (fábrica e agronegócio) e também na saúde. Depois das áreas técnicas diretamente envolvidas com a criação da IoT, a formação de profissionais de saúde será a primeira impactada pela IoT. O que demanda, segundo o BNDES, “reconhecer Informática em Saúde como uma área de conhecimento por parte dos órgãos de educação” (p. 33). 

Pensando no médio e longo prazo, a IoT demanda também despertar o interesse dos jovens pela inovação tecnológica: “Apoiar e estimular movimentos para expandir a adoção de programação, robótica e uso de sensores no ensino médio de escolas públicas e privadas” (p. 31).

Immersive Learning

A IoT transformará escolas em grandes laboratórios, onde alunos poderão interagir e projetar interações das mais variadas. A Educação será mais empírica, centrada em projetos e demandando criatividade, colaboração e comunicação. E dada a ubiquidade da Web 4.0, a educação definitivamente não estará restrita ao espaço físico das escolas.

A Microsoft vem popularizando o termo “Immersive Learning” para designar essa experiência Web 4.0 na Educação. O termo faz alusão ao caráter experiencial do aluno imerso no conhecimento. Fazem parte hoje do Immersive Learning iniciativas como a Realidade Virtual para treinamentos; a Realidade Aumentada nas escolas; mesas interativas; Realidade Mista para tornar ambientes inteligentes; jogos educativos e ensino gamificado; etc.

Dentro de alguns anos também farão parte corriqueira dessa mudança coisas como tutores virtuais capazes de efetivamente dialogar com alunos; instalações eletrônicas que responderão a comandos de professores para exibir conteúdos ou promover avaliações; e mesmo robôs projetados por crianças e adolescentes.

Meu convite

A IoT ainda não é uma realidade nos lares brasileiros. Mas venha conhecer o que o DOT digital group já possui, hoje, em relação ao Immersive Learning, e conversar com nossos especialistas a respeito de como a Web 4.0 mudará a Educação.

 

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