Educação digital como estratégia de onboarding

O início de um colaborador em uma nova empresa geralmente é marcado por expectativas e motivação. É o momento de dar os primeiros passos e construir uma nova história profissional, mas é também uma etapa repleta de incertezas e desafios. Como facilitar a adaptação desse novo colaborador e trabalhar sua motivação de forma estratégica?        

Uma boa prática é conectar o propósito do colaborador ao da empresa logo nos primeiros contatos. Esse vínculo inicial aumenta as chances de permanência e desperta o espírito de colaboração na busca por resultados.

Capacitar os novos integrantes é um ótimo caminho para reduzir o turnover e aumentar a produtividade.

O processo de onboarding, como o próprio nome indica, ajuda a embarcar o novo colaborador, de modo que ele entenda rapidamente a organização e o objetivo do seu trabalho junto ao restante da equipe, além de diminuir o tempo que alguém leva para se adaptar e atingir o máximo de seu potencial profissional.

Se o objetivo é proporcionar uma experiência sem limitação de tempo e lugar, uma estratégia de educação digital pode ser uma boa alternativa. Ela permite que os colaboradores sejam recepcionados da mesma forma independentemente do local onde estão, que tenham autonomia para consultar o material sempre que necessário, além de facilitar a constante atualização. Afinal, empresas estratégicas estão sempre em busca de inovação.   

Se você quer lançar mão de uma estratégia de educação digital, mas não sabe por onde começar a estruturar seu programa de onboarding pense em como este novo colaborador vai preferir aprender, com que device ele.

Onboarding é para minha empresa?

O próprio significado do termo já diz muito: embarcar. Se considerar que todos os colaboradores da sua empresa estão no “mesmo barco”, nada mais justo do que receber os novos de maneira estratégica, os fazendo sentir como parte dessa embarcação. Nesse momento é possível: 

  • Mostrar o trajeto da empresa. 
  • Quem são as pessoas que conduzem “o barco”. 
  • Qual o papel de cada um nessa embarcação.  

Não deve haver uma empresa sequer que questione a importância de planejar esses primeiros dias de trabalho dos novos colaboradores. Mas ao mesmo tempo, não há departamento de pessoas que não precise lidar com o equilíbrio entre a importância de um momento de aproximação e a necessidade de que o novo colaborador seja produtivo e gere resultados o mais rápido possível. Afinal, estamos falando de negócios!

Do outro lado dessa história está o colaborador! Eu e você já estivemos nesse lugar e podemos nos lembrar de como é: uma série de expectativas, uma avalanche de novidades, normalmente um misto entre curiosidade e vontade de fazer acontecer logo.

Olha só:

  •  A empresa tem o desafio de contar sua história e cultura e o novo colaborador está curioso para saber!
  • O colaborador quer colocar logo em prática seus conhecimentos e a empresa quer ver resultados o quanto antes!

Parece a química perfeita, não é mesmo? Mas existem alguns desafios que precisam ser considerados para que esse momento seja, de fato, efetivo.

É aí que uma boa estratégia de educação digital pode fazer a diferença.

Conecte o colaborador à cultura da empresa

Uma organização tem vida e personalidade próprios, o que podemos chamar de cultura organizacional. Normalmente (ou pelo menos se espera isso!), os textos de missão, visão e valores estampados nas páginas institucionais das empresas nos contam em resumo qual a cultura da organização. Contudo, essa cultura, no dia a dia, é criada e mantida pela forma de agir, se relacionar, pelas crenças e experiências dos colaboradores. Então, mesmo que um colaborador aprenda a visão, missão e valores de uma empresa não existe a garantia de que ele agora conhece também a sua cultura.

Além disso, a cultura é viva! Possivelmente, em uma mesma empresa, times orientados pelos mesmos processos, trabalham e se relacionam de forma diferente. E isso se torna cada vez mais notável considerando os desafios de negócios que as empresas enfrentam em um mercado cada vez mais veloz e inovador.

Não bastasse isso, é preciso lembrar que cada novo colaborador tem uma história de vida e mesmo que seja difícil customizar uma recepção individual, é possível demonstrar planejar ações que considerem suas experiências. Então, com uma mesma estratégia a empresa precisa:

  •  Contextualizar e dar suporte ao colaborador que chega em seu primeiro emprego ao mesmo tempo que deve sensibilizar o talento que possui anos de profissão e demonstrar que suas experiências são importantes para o negócio.
  • Comunicar-se com profissionais de staff e área meio, que não estão necessariamente ligados com o negócio da empresa, mas são essenciais para ela, com a mesma mensagem que transmitem aos especialistas e técnicos.
  • Reforçar os valores e a cultura da organização para pessoas com as mais variadas experiências de vida.

É nesse contexto de aproximação que os cursos de onboarding EaD ganham cada vez mais espaço nas organizações e podem ser uma estratégia única ou parte de uma ação maior que envolve outras comunicações e encontros presenciais.

Conheça algumas vantagens de incluir o digital na experiência de aprendizagem:

  •  Flexibilidade

Por ser online, essas soluções chegam a qualquer pessoa ou lugar em qualquer tempo. Empresas que estão em diferentes localidades, por exemplo, podem garantir que a mesma mensagem seja transmitida, independentemente de distância física. Além de dar autonomia para o colaborador acessar conteúdos sempre que tiver dúvidas ou quiser retomar algum assunto.  

  • Identidade

A partir de um design instrucional bem pensado de acordo com os objetivos da empresa, as experiências de onboarding podem ganhar o nível de customização maior que os métodos tradicionais, atingindo de maneira mais pontual os diversos perfis.

  • Acompanhamento

 As mídias que servem como instrumento para as experiências EaD entregam também relatórios e indicadores que ajudam análises e revisões de percurso mais rápidas e assertivas.

Para que você entenda isso melhor, na prática, acompanhe o case do curso de onboarding que o DOT digital group produziu para a empresa Flex Contact.

Desafio

Acolher os novos colaboradores da Flex Contact e prepará-los para os seus primeiros dias de trabalho dando a eles uma visão sobre quem é a Flex, sua cultura, e a carreira que podem construir lá.

Mas esse parece o desafio de qualquer onboarding… E de certa forma é! Mas existia mais por detrás disso:

A Flex tem uma grande rotatividade de profissionais e, por conta disso, o onboarding presencial tinha que acontecer semanalmente. Em outras palavras:

  •   A duração do treinamento era de 6 a 8h concentradas em um mesmo dia.
  •  Pelo menos 1x na semana, um profissional passava o dia repetindo as mesmas informações da semana passada.
  • Como é natural, a interação presencial e o fator humano não dava garantia de que as informações eram passadas da mesma forma, até porque, nas diferentes unidades da Flex do Brasil, pessoas diferentes faziam isso.

Diante disso, o desafio para Flex também era:

  • Otimizar o tempo de seus colaboradores – alguém do RH ganharia um dia a mais em sua semana para se dedicar a outras funções.
  • Otimizar a aprendizagem dos novos colaboradores e seus primeiros dias de trabalho.
  • Uniformizar as informações trabalhadas no onboarding entre todas as unidades da empresa.
  •  Atingir todos esses resultados sem que o novo colaborador se sentisse calorosamente recebido!

Solução

Trilhas de aprendizagem compostas por pílulas, ou seja, soluções curtas, focadas, objetivas, completas e independentes.

As trilhas contavam com aproximadamente 13 pílulas de 1 a 2 minutos. O novo colaborador tem liberdade para consumir as pílulas dentro dos 5 primeiros dias de trabalho com uma recomendação de 2 a 3 pílulas por dia. Assim, já no primeiro dia ele poderia ter contato com sua equipe, trabalho, ferramentas de sistema e estaria produtivo mais rápido ao mesmo tempo que poderia aproveitar os conteúdos de maneira mais distribuída, facilitando a absorção de tanta informação nova!

Somado a isso, incluímos algumas atividades de aprendizagem, as quais além de reforçar o conteúdo, geram um indicador de aproveitamento dos alunos.

➔ Inteligência verbal: compreensão de texto.

➔ Inteligência espacial: atuação no cenário virtual proposto.

➔ Inteligência cinestésica: destreza no manuseio do mouse.

Contudo, sabendo que se trata da chegada em uma nova empresa e que a contratação já representa que o novo colaborador teve sucesso em uma série de testes, essas atividades foram desenvolvidas de maneira lúdica, em tom de desafio ou meta, fortalecendo a cultura de trabalho da empresa ao mesmo tempo que não desanimassem os novos colaboradores.

Por fim, os profissionais do setor de desenvolvimento humano estariam livres para realizar outras ações de acolhimento, garantindo a integração pessoal tão importante para a Flex Contact.

Conheça as tecnologias que apoiam o Onboarding.

 

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