Mais de 60 bilhões de mensagens enviadas pelo WhatsApp, 6,2 bilhões de vídeos assistidos e 5,7 bilhões de pesquisas feitas no Google. Em um ano? Não, em um único dia. Os dados são do portal Internet Live Stats, que acompanha online o tráfego de informações na internet. Esse gigantesco volume de dados dá a dimensão do quanto é imprescindível às empresas usar a tecnologia para encontrar e conversar com os seus clientes no mundo online. E vender, é claro.

Esta integração do marketing com a tecnologia deu origem ao que chamamos de MarTech (Marketing Technology), sem o qual seria impossível filtrar e analisar o vasto oceano de dados online. As ferramentas de MartTech tornam possível definir e monitorar estratégias customizadas de abordagem, vendas e fidelização. Entre elas, a prospecção dos clientes, a escolha dos canais mais adequados de contato com eles, a linguagem para cada público-alvo e a mensuração dos resultados por ação.

O principal diferencial do MarTech em relação às ferramentas tradicionais do marketing é que ele permite fazer quase tudo em tempo real, potencializando o retorno do investimento. Esse fator faz toda a diferença porque ajuda o gestor a tomar decisões de forma mais ágil, criando ações precisas para que a resposta do consumidor também seja rápida. Por último, caso as estratégias não estejam sendo bem-sucedidas, é possível fazer a correção de rumos sem perda de tempo e dinheiro.

Um setor que tem se beneficiado do MarTech é o de instituições de ensino superior. Sem ciência de dados e big data seria praticamente impossível identificar potenciais alunos e impactá-los de forma direta e customizada. O MarTech permite, por exemplo, não só oferecer uma determinada universidade a um candidato, mas o curso mais aderente ao seu perfil com uma mensagem personalizada e, portanto, com potencial altamente efetivo. O resultado é uma ação de microtargeting, com uma sensível redução de investimento de captação de alunos.

Recentemente, uma pesquisa da consultoria Gartner mostrou que as áreas de marketing de empresas dos Estados Unidos e do Reino Unido aplicaram pela primeira vez em 2018 um percentual maior de seus orçamentos em tecnologia (29%) do que em salários (24%). O fato é reflexo de uma corrida para entender os dados sobre a experiência do cliente. A questão é que dados são apenas dados sem os cientistas que extraem inteligência de suas análises. O consenso é de que o sucesso das estratégias de marketing e vendas depende cada vez mais da sinergia entre equipe e tecnologia.

 

 

Luiz Alberto Ferla, CEO e fundador do DOT digital group