DOT planeja crescimento de 80% com a oferta de soluções de MarTech no mercado brasileiro

Grupo quer suprir a demanda crescente das empresas brasileiras por uso de tecnologia e inteligência de dados associadas a campanhas de marketing, para aumentar o retorno sobre o investimento e garantir mais assertividade das ações

Foto Rogério Amendola

 

O DOT digital group – um dos maiores grupos brasileiros na área de soluções digitais para Inteligência e Educação – planeja um crescimento de 80% do faturamento deste ano com soluções de MarTech (Marketing Technology ou, em português, Tecnologia em Marketing). A projeção se baseia no aumento crescente da demanda das empresas, em especial dos setores de varejo e de educação, pelo uso de ferramentas tecnológicas para garantir iniciativas de marketing mais assertivas, com menor investimento e maior retorno das ações.

“Nos Estados Unidos, o conceito de MarTech já está bastante consolidado. E o que vemos agora é que cada vez mais empresas no Brasil têm percebido a importância do uso de tecnologia e de inteligência de dados para criar campanhas de marketing mais eficazes, principalmente em um momento de crise, no qual é fundamental investir de forma mais assertiva”, pontua Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT digital group. “Hoje somos uma das empresas melhores preparadas no país para oferecer soluções de MarTech, ao reunirmos especialistas e ferramentas para análise de Big Data, com uma experiência de mais de dez anos na área de inteligência e marketing digital”, complementa.

Para compor as ofertas de MarTech, o DOT digital group incorporou uma série de empresas, incluindo a KnowTech, que atua nas áreas de Inteligência Competitiva, Big Data e Microtargeting e a Talk2, do segmento de Comunicação Digital.

Outro importante diferencial está no fato de que os serviços de MarTech oferecidos pelo DOT são pagos de acordo com os resultados efetivos das ações para os clientes. “As empresas ficam bastante atraídas com esse modelo de pagamento por success fee (por resultado). Na medida em que elas pagam de acordo com o resultado real das campanhas”, pontua Ferla.

Mercado embrionário no Brasil
Um relatório divulgado pelo Gartner (Gartner CMO Spend Survey 2015-2016) aponta que, atualmente, 33% dos orçamentos dos departamentos de Marketing de empresas nos Estados Unidos e Inglaterra já são dedicados a investimentos em tecnologia. E, segundo um estudo do Annuitas Group, as empresas que usam ferramentas de MarTech para buscar novos clientes tem um aumento de, em média, 451% nos leads qualificados.

“O que se vê no Brasil, no entanto, são ofertas pontuais. Existem algumas agências tradicionais de publicidade entrando no mercado de soluções para marketing digital ou ainda empresas de big data vendendo dados para as áreas de marketing. No entanto, o conceito de MarTech vai além desse tipo de oferta, pois prevê o uso de tecnologia, associada à análise de grandes volumes de dados, para elaboração de campanhas de marketing customizadas e adaptadas em tempo real”, conclui o CEO do DOT digital group.

Entre os atuais clientes do DOT digital group na área de MarTech estão a Vonpar (distribuidora da Coca-Cola na região Sul do Brasil), Unisociesc (Grupo Anima), CNA/SENAR, FIESC/SENAI e Grupo Nexxera.

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IT Ware LATAM

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Segs

Revista Fator Brasil

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DOT digital group desenvolve sistema de oportunidades para o Sebrae/RJ

O sistema divulgará oportunidades de negócios para MPEs no Estado do Rio de Janeiro

​Como objetivo de monitorar o ambiente de negócios no Estado do Rio de Janeiro para fomentar a economia e gerar oportunidades para os pequenos negócios fluminenses, o Sebrae/RJ lançará, amanhã, dia 5 de maio, o Portal Rio Oportunidades de Negócios

Desenvolvido pelo DOT digital group para o Sebrae/RJ, o Portal Rio Oportunidades de Negócios disponibilizará informações que auxiliarão o empresário a pensar estrategicamente, de modo a aproveitar as oportunidades para tomar decisões seguras e precisas, bem como melhorar os resultados do seu empreendimento e fortalecer o seu setor de atuação.

O acesso ao portal é gratuito. Ele foi criado a partir da tecnologia responsiva, ou seja, permite que o conteúdo e o layout se adaptem em qualquer resolução de tela – notebook, desktop, tablet ou celular.

Uma vez cadastrado, o empresário poderá consultar conteúdos relacionados a quatro âncoras da economia fluminense, atendidos pelo programa Rio Oportunidades de Negócios do Sebrae/RJ: Compras Governamentais, Grandes Empreendimentos, Mega Eventos e Região Portuária cidade do Rio.

Produtos

Relatórios de Inteligência –  Mensais, os relatórios terão análises aprofundadas sobre os temas abordados pelo Rio Oportunidades de Negócios.

Editais de Compras – Serão monitorados automaticamente e disponibilizados no portal, que também reunirá informações de diversas fontes do poder público e privado, divulgados em meio digital, para o Estado do Rio de Janeiro e os demais estados brasileiros.

Casos de Sucesso – Relato de casos reais de empresários de micro e pequenos negócios que utilizaram informações estratégicas  e conseguiram transformar em ações, de forma a aumentar a sua competitividade no mercado e alavancar seu empreendimento.

Notícias de Impacto e Alertas –  Um conjunto de notícias monitoradas, coletadas e publicadas diariamente no portal, que originarão os alertas – disparados por e-mail e/ou por SMS, a fim de informar o porquê da notícia ser um alerta.

Portal Rio Oportunidades de Negócios​

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O poder de uma informação qualificada

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Diariamente, somos bombardeados por uma infinidade de informações. Elas vêm de todos os lados, de diferentes lugares e abordam questões distintas. Resta ao receptor conseguir filtrá-las e estudar quais são as mais interessantes e relevantes para seu objetivo.

As informações podem ter diferentes características. Mas sem dúvidas, quando essas informações estão relacionadas à tomada de decisão de seu negócio, elas se tornam ainda mais valiosas. Com filtrá-las? Como distinguir sua relevância?

Dados versus informação

Já é conhecida e amplamente abordada a diferença entre dado e informação. Sabemos que, de forma simplificada, a informação é o “dado já trabalhado”, pronto para a tomada de decisão.

Mas de que adianta tratar um dado de forma inadequada? Não esqueça que um mesmo dado pode ser acessado por diferentes empresas. O que o diferencia e torna-o competitivo é a análise originada a partir dele. É o valor agregado à essa informação.

Informação com qualidade

Um grande fluxo de informações não possui valor se não apresentar qualidade para embasar a tomada de decisão. No caso da Inteligência Competitiva, por exemplo, as informações são essenciais para a construções de análises aprofundadas, que traçam cenários, possibilidades e projetam o que o mercado pode reservar. Tudo isso parte da análise de informações qualificadas, fidedignas e atuais.

Importante salientar que as informações qualificadas não são necessárias apenas para a Inteligência Competitiva. O campo da comunicação, por exemplo, também se respalda nelas.

A qualificação das informações e uma análise aprofundada delas não, necessariamente, encarece os custos de uma empresa. Apenas faz com que os investimentos sejam mais assertivos e destinados ao que realmente fará diferença para a organização.

Muito mais que um “bombardeio” de dados, a informação qualificada é estratégica e fundamental para a tomada de decisão. E um grande ganho, quando filtrada e analisada por profissionais capacitados.

O DOT digital group possui uma equipe preparada para auxiliar em seu negócio. Suas decisões podem ser mais assertivas e suas informações, mais qualificadas. Entre em contato conosco!

 

Com informações de: Administradores e Cappra

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Como a inteligência setorial pode auxiliar na tomada de decisão

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Já sabemos que a Inteligência Competitiva é uma importante ferramenta para que um negócio tome decisões estratégicas e assertivas. Mas qual a principal diferença entre uma consultoria de IC e a inteligência setorial?

No primeiro caso, o serviço é individual e direcionado para apenas um negócio. Enquanto a inteligência setorial promove o atendimento de um setor por inteiro, impactando vários empresários ao mesmo tempo.

A eficiência das ações diante o cenário setorial pode ser satisfatório. E compreender os diferenciais deste tipo de IC é fundamental para saber como ela pode auxiliar em seu negócio.

Um pouco mais sobre inteligência setorial

A Inteligência Competitiva (IC) consiste em um processo que identifica, coleta, trata, analisa e dissemina informações estratégicas. Essas informações balizam a tomada de decisão.

Quando falamos de inteligência setorial, essas informações norteiam determinadas áreas, e são destinadas aos empreendedores que as compõem. Ou seja, nesta modalidade, a inteligência é criada e difundida não somente para uma empresa, mas para todos os empreendedores que atuam no setor em questão.

O que ganho com a inteligência setorial?

As vantagens da inteligência competitiva setorial são muitas. O amplo conhecimento que pode se adquirir sobre determinado setor e a exploração de diferentes vertentes são algumas delas. Ao empreendedor, que tem acesso às informações disponibilizadas, resta tentar se diferenciar diante os demais empresários. Afinal, a tomada de decisão é feita baseada nas mesmas informações estratégicas.

A inteligência setorial, no entanto, se mostra vantajosa para um público bem especifico: as micro e pequenas empresas. Muitos desses empresários estão começando sua trajetória e ainda não possuem capital suficiente para investir em IC exclusivo para seu negócio.

O conteúdo de inteligência, neste caso, possibilita que o empreendedor conheça o cenário no qual atua, e pense em alternativas que são viáveis para si.

O DOT digital group surge como um aliado para desenvolver as estratégias de inteligência setorial para sua entidade/instituição. Hoje, o Grupo atua em 12 setores específicos, onde são produzidos conteúdos setoriais. Se interessou? Entre em contato conosco!

 

Com informações de: FEA USP e EGC UFSC

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A importância da Inteligência Competitiva em tempos de crise

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O país atravessa diversas mudanças no cenário político e econômico. Muito se fala das dificuldades que podem ser enfrentadas pelos empreendedores. Pouco se sabe o que efetivamente pode acontecer. Mas de uma coisa pode se ter certeza: quem conseguir antecipar os riscos e as oportunidades, sairá na frente da concorrência.

Uma importante aliada para que isso aconteça é, sem dúvida, a Inteligência Competitiva (IC). Mas afinal, quais os benefícios de adotar a prática de IC em tempos de crise?

O conceito de inteligência competitiva se mostra convergente ao momento citado. A captação de informações relevantes e a melhor compreensão do comportamento da concorrência – com base nas tendências e cenários existentes ­– pode fazer sua empresa estar à frente.

O mercado e a economia emitem sinais a todo o momento. Deve-se estar atento para que a compreensão e análise desses sinais seja feita de forma eficiente e assertiva. E a prática de Inteligência Competitiva pode ser o caminho para que sua empresa preveja onde deve atuar.

Quais os serviços são procurados em tempos de crise? Como a concorrência busca diferenciação no mercado? Como os seus serviços podem ganhar espaço diante este cenário? Há algum nicho que pode ser explorado nesta perspectiva? Quais as chances dos investimentos que fiz darem retorno?

Essas são apenas algumas perguntas que podem ser respondidas, com base na coleta e análise de dados. Os sinais são emitidos para todas as empresas. Mas nem todas têm condição de interpretá-los e fazer com que as ameaças se tornem oportunidades.

A economia mundial atravessa, frequentemente, momentos de instabilidade. São nesses momentos que as empresas saem da “zona de conforto” e pensam em novas alternativas para driblar as dificuldades.

Não esqueça: o grande desafio é crescer em um mercado desfavorável.

E a utilização de ferramentas para isso é fundamental.

Com informações de Exame e Abraic

 

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Na hora de tomar uma decisão, qual é o seu perfil?

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O seu dia a dia profissional exige tomada de decisão rápida? Saiba como suas decisões diárias podem influenciar a sua vida pessoal e profissional, e aprenda a lidar com elas.

No livro Yes or No: How Your Everyday Decisions Will Forever Shape Your Life, Jeff Shinabarger identificou sete perfis mais comuns em profissionais. Claro que, baseado no livro, ao tomar uma decisão usamos parte de nosso conhecimento e feeling para agir de tal forma. Mas sabemos que para se tomar uma decisão assertiva é imprescindível a informação e a análise da mesma. Confira qual é o seu perfil no momento da decisão e veja como usá-lo a favor de conquistas profissionais:

1.       O indeciso

Não consegue tomar uma atitude assertiva e costuma adiar a decisão até o ponto em que é tarde demais. A vantagem é que evita conflitos, mas a desvantagem é que muitas chances são perdidas. Um indeciso pode definhar anos em um emprego insatisfatório só por não ter coragem de arriscar. O conselho para estes profissionais é fazer um balanço de suas expectativas e de seus medos. Como ressalta Jeff, devem arriscar para não perder oportunidades.

2.       O coletivista

Este profissional só toma decisões após consultar um grupo de pessoas de sua confiança. Além dos conselhos, busca harmonia entre as opiniões diferentes. O ônus está na lentidão na hora de decidir. Segundo o autor, é preciso chamar a responsabilidade para si, o coletivista deve ter clareza sobre o que espera de suas escolhas e valorizar as suas próprias intuições.

3.       O aventureiro

As decisões do aventureiro são motivadas pela vontade de ampliar a bagagem pessoal e, consequentemente, podem ser inadequadas ao negócio. A dica é evitar pensar apenas sobre o presente e entender que todas as decisões são importantes para o alcance de seus objetivos.

4.       O analítico

Você é aquele que sem dados não consegue imaginar qual caminho deve seguir? Então você possui perfil analítico.

Esse tomador de decisão sempre coleta o maior número de informações e dados. Possui em mente que as decisões não se limitam ao racional, mas sim a fatos e tendências. O lado positivo é que esse perfil está sempre bem informado e facilmente poderá fazer uma análise profunda sobre determinado tema. A armadilha este em ser sempre muito racional, um conselho é sondar as emoções das pessoas de sua equipe.

5.       O ponderado

Esse perfil gosta de fazer listas, colocar no papel quais os caminhos e quais suas consequências. Age apenas após ter analisado toda a situação. A vantagem desse perfil é a facilidade em avaliar situações complexas em que consequências devem ser consideradas. Mas com tanta ponderação se frustra ao perceber que deixou passar algum detalhe. O conselho é ter mais flexibilidade para lidar com o desconhecido.

6.       O espiritualizado

Como o próprio nome diz, para esta pessoa as respostas surgem por meio da religião e das crenças pessoais. O lado positivo é a facilidade em fazer reflexões mais aprofundadas. E o grande perigo é ser inflexível e achar que algo só funciona de acordo com suas crenças. Mas, segundo Jeff, não devem se restringir à religião na hora de tomar uma decisão.

7.       O intuitivo

Para o intuitivo a emoção pesa mais do que a razão. Para ele o importante é sentir que aquilo é o certo a fazer, mais do que pensar metodicamente sobre o assunto. No geral toma decisões rapidamente.

Com a rapidez pode vir a armadilha. A impulsividade pode causar arrependimento no futuro. A dica é conter o impulso inicial e se questionar sobre as possíveis consequências, negativas e positivas.

Com Exame.com

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O que é Business Intelligence e como ele influencia na tomada de decisão

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O Business Intelligence, ou BI, é um conjunto de ferramentas que seleciona e organiza as informações de um negócio com o objetivo de melhorar o entendimento de seus processos, dando suporte e facilitando a tomada de decisão estratégica.

O conceito de BI se presta justamente ao objetivo de auxiliar as pessoas envolvidas no negócio, por meio do tratamento da base de dados existentes e internas, de maneira a aprimorar a competitividade dessa empresa.

Essa é a inteligência do negócio – tratamento da base de dados existentes –, que tem grande influência na tomada de decisão pois traz dados importantes de um histórico empresarial, que pode apontar uma tendência de mercado ou prever um cenário.

O BI não é comum nas empresas, mas faz parte de um grupo que entende a necessidade de crescimento empresarial como fator sustentável, respeitando as etapas de amadurecimento, mas estruturando os passos para um futuro promissor.

BI e a tomada de decisão

O BI envolve o uso de ferramentas sofisticadas, uma base de conhecimento e tratamento de dados que, muitas vezes, são oriundas das decisões tomadas por toda a empresa.

Numa esfera altamente competitiva, as informações assumem um papel fundamental no sucesso empresarial. Obter essas informações rapidamente e de forma estruturada, trará diferencial competitivo e contribuirá para a expansão no mercado. O ganho empresarial pode ser visto também na melhor alocação dos recursos disponíveis e na identificação de gargalos, gerando economia e maximizando os lucros.

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Opinião | Não adianta torturar os números: a economia brasileira está patinando

No início deste ano redigi um pequeno paper no qual apresentei uma breve análise de cenário para 2014, do ponto de vista macroeconômico e, também, das tendências dos negócios.

Salientei que uma retomada do crescimento econômico mundial estaria se confirmando para 2014, mas que ela não ocorreria na mesma velocidade e na mesma intensidade em todas as regiões e em todos os países do mundo. Em países como os Estados Unidos e o Reino Unido, onde o investimento que já era sustentável e as demandas crescentes no final de 2013, em 2014 teriam um ano mais promissor, podendo-se mesmo afirmar que uma verdadeira retomada econômica estava configurada. Diferentemente, nos países da Zona do Euro, a retomada econômica era mais lenta e ainda existia muita incerteza nos mercados para 2014. Da mesma forma, salientei que nos países emergentes, que contribuíram com aproximadamente ¾ do crescimento econômico mundial em 2013, a atividade econômica ainda era consistente na Ásia, sobretudo na China, mas tinha tido uma forte tendência de instabilidade nos outros países, em particular no Brasil.

Infelizmente, para a infelicidade do Brasil e dos brasileiros, constata-se hoje que a tendência de instabilidade se acentuou de forma significativa. Os números publicados pelo IBGE na semana passada, confirmam que a economia brasileira entrou em recessão técnica com recuo de 0,6% no último trimestre.

Este relaxamento tem provocado uma intranquilidade nos investidores e uma consequente forte desaceleração econômica do País. De fato, o tripé macroeconômico foi substituído por uma nova matriz econômica, baseada na oferta de crédito e no consumo das famílias. Todavia, a retração nas vendas de produtos de consumo duráveis, evidencia que este modelo está no seu limite. A queda das vendas em 2014 poderá alcançar 20%, em relação as vendas de 2013. Este resultado é devido ao endividamento das famílias, à redução de confiança dos consumidores e aos juros e a inflação em alta, que estão levando os brasileiros a reduzir o ritmo de consumo.

Esses fatores têm provocado, ao longo deste ano, uma desaceleração do comércio depois do forte ritmo registrado nos últimos anos. Até então, o consumo vinha se mantendo como o principal vetor de crescimento da economia brasileira. Na realidade, o crescimento econômico do Brasil continua a ser muito baixo (devendo fechar o ano de 2014 próximo de zero, segundo projeções do mercado) para financiar o nosso modelo social. Para garantir um crescimento sustentável do País, o ponto chave é o investimento, que vem caindo sistematicamente neste ano, chegando a 16,5% do PIB no último mês de julho.

Da mesma forma, a balança comercial brasileira que já tinha registrado um superávit (exportações menos importações) de apenas US$ 2,56 bilhões em 2013, terá este ano um resultado, ainda, pior. Na quarta semana de agosto de 2014, a balança comercial registrou déficit de US$ 214 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 4,308 bilhões e importações de US$ 4,522 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 15,110 bilhões e as importações, US$ 14,976 bilhões, com saldo positivo de apenas US$ 134 milhões. No ano, as exportações totalizam US$ 148,665 bilhões e as importações, US$ 149,450 bilhões, com saldo negativo de US$ 785 milhões, já superando o déficit histórico de 2000. Infelizmente, os níveis atuais dos gastos públicos e, principalmente, a ineficiência em sua aplicação, têm sido fatores restritivos ao nosso crescimento.

 “Portanto, não adianta torturar os números porque eles não confessam, apenas constatam a realidade: a economia brasileira definitivamente está patinando”.

Neste cenário, dificilmente se pode esperar o benefício de reformas político-institucionais macroeconômicas imediatas, capazes de aliviar o peso absurdo do Estado Brasileiro sobre a sociedade (atualmente a sua maior fragilidade) e abrir caminho para a modernização e a desburocratização, condiçãosine qua non para o País alcançar uma maior capacidade competitiva.

Num cenário futuro, a capacidade de poupança e de investimento dos setores público e privado deverão ser a mola propulsora do crescimento econômico do Brasil. Entretanto, o principal desafio para o País é encontrar um novo modelo de desenvolvimento. Sem dúvida, o desafio para o próximo governo é criar as condições para o reinício de gerar ganhos de produtividade e influenciar a mudança do ciclo econômico atual, desindexando totalmente a economia brasileira e retomando o tripé macroeconômico com a definição de metas de inflação, que tenham uma convergência para o centro e não para o teto da meta e que sejam críveis e respeitadas pela sociedade brasileira, evitando o controle artificial de preços, como vem sendo feito atualmente com os combustíveis e a energia. Aliás, como em todos países desenvolvidos que adotam o regime de metas de inflação, definitivamente o Brasil tem que ter um Banco Central independente, garantido por lei, com mandato fixo para o presidente e de todos os seus diretores, com regras claras para as suas respectivas nomeações e eventuais destituições.

Este é o cenário que a sociedade brasileira espera do futuro governo e que o setor empresarial tem como expectativa, para poder produzir em um ambiente que seja favorável e seguro aos negócios.

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Este artigo foi publicado no Portal Economia SC

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Knowtec mapeia oportunidades para a Copa

O portal Economia SC publicou infográfico com base no projeto de Inteligência Competitiva para o Programa Sebrae 2014, construído com o objetivo de identificar, disseminar e fomentar oportunidades de negócios para os empreendedores de pequenos negócios, por meio de processos integrados de Inteligência Competitiva (IC).

A Knowtec vem desde 2013 divulgando relatórios analíticos, com informações e orientações que permitem aos Pequenos Negócios a viabilização das oportunidades.

Veja no infográfico informações sobre a circulação de turistas durante a Copa do Mundo da FIFA 2014, entre outros detalhes relacionados ao turismo.

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As oportunidade da Plataforma de Inteligência Colaborativa como um novo Modelo de Negócios

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No post Plataforma de Inteligência Colaborativa de Produtos Digitais, fiz referência a ação do nosso Vice-Presidente, Guilherme Ferla, para o desenvolvimento de uma Plataforma de Inteligência Colaborativa de Produtos Digitais.

Todavia, muitos colegas da empresa têm me questionado o que, de fato, é uma plataforma, como modelo de negócio, e o que ela tem de inovadora para as empresas do DOT digital group.

Em primeiro lugar, saliento que, uma das principais oportunidades de construção estratégica para o Brasil, que o próximo governo a ser eleito nas próximas eleições deverá enfrentar, está nas novas relações sociedade – governo e sociedade – sociedade, proporcionadas por visões contemporâneas da gestão pública, combinadas com as novas possibilidades das tecnologias da informação e comunicação (TIC).

No cenário governamental, muitos avanços têm ocorrido nas duas últimas décadas. Os recursos trazidos pelos novos repositórios de dados, pela conectividade e pela difusão de mídias permitiu que o governo eletrônico se torne cada vez mais ubíquo, como se verifica em novos conceitos, tais como E-authentication (identificação eletrônica), E-democracy (uso das TIC em apoio à democracia), E-participation (TIC em apoio à participação da sociedade junto ao governo) e E-procurement (uso das TIC para troca de dados e apoio a relações compra-venda). Essas novas formas de relacionamento governo-sociedade estão alinhadas às exigências de governança pública, baseadas em princípios da responsabilidade, transparência, efetividade, participação, coprodução. Governos de diversos países democráticos têm criado marcos regulatórios e práticas que garantem disponibilização de dados públicos aos seus cidadãos, como foi o caso no Brasil em relação a Lei N° 12.527, de 18 de novembro de 2011 (Lei de Acesso à Informação). Esse novo cenário de governança pública, convergente com as novas formas de efetivar a relação governo-sociedade, criou um novo cenário de oportunidades para as empresas intensivas em conhecimento nas quais os sistemas de informação do governo não são somente instrumentos para as suas eficiências, mas geradores de insumo à criação de uma economia do conhecimento nas relações governo-sociedade e sociedade-sociedade.

No cenário empresarial, esse novo paradigma de geração de oportunidades está muito bem delineado por quatro grandes empresas americanas, de crescimento acentuado em poucos anos: Amazon®Apple®Facebook® Google®. Essas empresas se destacaram pelo uso intensivo de tecnologias na redefinição de canais de entrega e na própria demanda de seu mercado consumidor. Para crescerem e alcançarem mercados e portfólios de produtos cada vez maiores, essas empresas adotaram intensas estratégias de parcerias e inovação. Em síntese, é relevante observar que o que permitiu tanto o crescimento exponencial das empresas no setor de serviços de informação como as novas formas de relação governo-sociedade foi a incorporação de um novo modelo de negócio para se gerar valor: a plataforma (SIMON, P., 2011)[1].

Por meio das plataformas, organizações públicas e privadas não somente poderão usar TIC para entregar seus produtos, mas também para ampliar e criar inteligência colaborativa com seu público-alvo. Na sua essência, as plataformas são orientadas, principalmente, às comunidades de usuários e às suas interações. Quanto maior o número de interações, mais poder de recursos terá a plataforma.

Para entender a plataforma de informações como um novo modelo de negócio, deve-se conhecer as dimensões que integram este novo conceito. Há 6 (seis) dimensões que devem consideradas em uma plataforma: (1) mercado-alvo; (2) ecossistema; (3) colaboração; (4) tecnologia; (5) inovação e (6) marketing. Na tabela abaixo estão relacionadas as principais características dessas dimensões, antes e depois da Era das Plataformas, como modelo de negócios, focalizadas em um determinado setor.

 

Dimensões

Era pré-plataforma

Era da plataforma

Mercado-alvo

Sistemas de informações usados em um único escritório, por funcionários de uma determinada empresa, em um único dispositivo (PC). Predominantemente orientados ao negócio. Sistemas de informações usados em todos os lugares, por várias pessoas, em múltiplos dispositivos (PC, notebooks, tablets e smarts fones). Orientada ao negócio e ao cliente-cidadão.

Ecossistema

Estável. Inicialmente compreendia uma rede relativamente pequena de revendedores de parceiros estratégicos do negócio. Vibrante, robusto e dinâmico. Compreende desenvolvedores individuais e parceiros de pequeno porte do negócio. As parcerias e comunidades se formam, mudam e se dissolvem rapidamente.

Colaboração

Baseada em competição entre empresas do setor. Baseada em cooperação entre empresas do setor.

Tecnologia

Principalmente soluções fechadas e proprietárias, às vezes disponíveis via caro licenciamento, as quais não são desenvolvidas especificamente para as empresas do setor. Principalmente soluções abertas e não proprietárias. Na maioria das vezes assume a forma de um kit de desenvolvimento livre ou de uma API. Essas soluções podem ser customizadas para o setor.

Inovação

Top down. Interna ou via aquisição de know-how. Normalmente lenta. Bottom-up. Aberta baseada ou apoiada em parcerias com instituições de P&D. Muito rápida.

Marketing

Campanhas de marketing do setor, centralizadas em uma única agência, rigidamente coordenadas e controladas. Co-marketing e campanhas dirigidas em parcerias entre os diversos atores do setor. Mais independentes, orgânicas e descentralizadas.

 

Como se pode ser visto neste quadro, uma plataforma de inteligência colaborativa deve considerar que o seu mercado-alvo deverá ser orientado não somente ao negócio, mas, sobretudo, aos “usuários-cidadãos”.

Conforme descrito anteriormente, a evolução da Web permitiu que organizações públicas e privadas ampliassem significativamente seus portfólios e as formas como elas se relacionam com seu público-alvo. Um dos avanços mais recentes nessa evolução foi o desenvolvimento de recursos integrados para a criação, evolução e gestão dos chamados “big data”.

Um exemplo de visão de oportunidades está representado na figura abaixo, que apresenta o “ecossistema de Big Data” da Raytheon®.

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Fonte: Raytheon (http://www.raytheon.com) .

O esquema representado nesta figura mostra o ciclo virtuoso que a conectividade da internet permite realizar entre provedores e usuários de informação. O ciclo inicia pela disponibilidade de fácil acesso a dados com baixo custo. Com isso, os usuários esperam atendimento sob demanda, rápido, ubíquo (pervasivo) e seguro. Além disso, mais do que acesso a dados, os usuários necessitam de análises que os permitam encontrar os dados certos no momento certo. Entre a demanda por dados dos usuários estão informações criadas pelos próprios usuários. O ciclo necessita, também, de tecnologia ubíqua (i.e., pervasiva nas diferentes mídias – responsiva, com acessos configurados para cada forma de utilização dos serviços). O ciclo se fecha com o surgimento de mídias sociais e espaços compartilhados de troca de serviços e informações, que geram dados e insumos úteis no reiniciar do fluxo oferta-demanda.

Este ciclo ilustra a forma pela qual a plataforma de inteligência colaborativa, que o DOT digital group pretende desenvolver, deverá enfrentar os desafios relatados anteriormente.

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