Use as pessoas para fazer o seu processo de IC funcionar

Freqüentemente, os profissionais de Inteligência Competitiva (IC) tornam-se verdadeiros escravos das tecnologias utilizadas nos processos de IC. Os engenheiros do conhecimento entendem bem esta excitação. Porém, em última instância, são as pessoas e não os sistemas quem tomam decisões. Para o profissional de IC, os processos de coleta, análise e disseminação de informações são relativamente fáceis. A parte mais difícil está relacionada às pessoas (o lado fator humano da rede).Deve-se prestar muito cuidado e atenção neste lado, porque é aqui onde o produto final (a decisão) verdadeiramente será desenvolvido. Como salienta TYSON (1998) , “todos os sistemas informatizados do mundo trabalhando juntos não chegarão a uma conclusão, muito menos a uma decisão”. 

Decisões exigem a estruturação de uma sólida rede de pessoas. Neste sentido, os elementos desta rede (elos e nós) mais difíceis de se serem estruturados são: A venda do conceito de IC na empresa; A identificação de fornecedores e usuários de informações; A solicitação de feedback contínuo dos fornecedores e usuários dessas informações; A venda de recomendações estratégicas para os usuários na rede.80% ou mais do tempo do profissional de IC deve ser investido no lado “pessoas” desta rede, ao invés do lado “sistemas”. Isto pode não ser intuitivo, mesmo para um profissional experiente em técnicas e processos de IC. O profissional de IC tem que se tornar um corretor interno, em relação ao seu produto de trabalho e função, que é a informação estratégica. Aquelas empresas que põem ênfase neste aspecto tendem a seremmais competitivas. As que põem mais ênfase na tecnologia ou no refinamento de uma técnica analítica particular tendem ao fracasso. Os profissionais de IC devem ampliar a declaração da missão da IC. Além de tornar a empresa mais competitiva, a missão também deve declarar a intenção de tornar os participantes da rede de IC mais competentes.

Profissionais de IC devem, continuamente, compartilhar informações, conhecimentos, idéias, melhores práticas e experiências, interagindo e construindo relações mais íntimas com os participantes desta rede.Assim sendo, quando uma empresa decide implantar um processo de IC é fundamental que ela defina de imediato que as tecnologias a serem utilizadas serão apenas ferramentas de apoio à IC, enquanto a advertência “primeiro as pessoas, depois os sistemas” conforma a cultura organizacional a ser institucionalizada, logo que o interruptor do processo de IC seja ligado.

Por Prof. Neri Santos Dr. Ing

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