Melhores práticas como ferramenta de Gestão do Conhecimento

Um número significativo de organizações, públicas e privadas, tem utilizado o compartilhamento de melhores práticas como um dos primeiros passos na implementação de um processo de Gestão do Conhecimento. Na maior parte dessas organizações, o compartilhamento de melhores práticas efetua-se sob diferentes formas: inicia-se, muitas vezes, pelo levantamento de práticas comuns, sob a forma de manuais de instrução ou de linhas diretrizes e, em seguida, levanta-se e compartilha-se as melhores práticas.

De fato, uma melhor prática é simplesmente um processo ou método que representa a forma, a mais eficaz, de alcançar um determinado objetivo. Alguns autores preferem utilizar a expressão « boa prática » porque, na realidade, é difícil afirmar que exista um único « melhor » método de fazer as coisas e, por outro lado, as práticas evoluem e são atualizadas constantemente;

Pode-se, então, definir uma melhor prática nos seguintes termos: prática que foi demonstrada que funciona e que dá bons resultados e que pode ser, então, recomendada. A maior parte dos conhecimentos sobre melhores práticas são tácitos. A maior parte dos programas de melhores práticas combinam dois elementos chaves: uma base de conhecimentos explícitos (banco de melhores práticas) e meios de compartilhar conhecimentos tácitos, tais como comunidades de prática. Todavia, como a melhor forma de compartilhar as melhores práticas consiste em mostrá-las na prática, é fundamental implementar comunidades e de estabelecer contatos com pessoas que já tiveram a oportunidade de implementar a prática em questão. Um compartilhamento eficaz de melhores práticas pode ajudar as organizações nos seguintes aspectos:

1. Identificar e a substituir as práticas medíocres;

2. Melhorar o rendimento dos empregados médios para que eles se aproximem ainda mais dos melhores;

3. Evitar de ter que «reinventar a roda»;

4. Reduzir ao mínimo a quantidade de retrabalho em função de práticas medíocres;

5. Reduzir custos aumentando a produtividade e a eficácia;

6. Melhorar os serviços aos clientes.

Enfim, para que se possa identificar e compartilhar as melhores práticas, recomenda-se uma abordagem em seis etapas, a saber:

1. Determinar as necessidades dos usuários;

2. Identificar as melhores práticas;

3. Documentar as melhores práticas (título, visão geral, contexto, recursos, descrição, medidas de melhoria, lições aprendidas, links com os recursos);

4. Validar as melhores práticas;

5. Difundir e aplicar as melhores práticas;

6. Criar uma infra-estrutura tecnológica de apoio.

Por Prof. Neri Santos Dr. Ing.

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