Internet das Coisas: 6,4 bilhões de objetos conectados em 2016

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A consultoria Gartner divulgou que 6,4 bilhões de dispositivos estarão conectados até 2016, o que significa 30% a mais que em 2015. Analistas preveem que até 2020 serão 30 bilhões de “coisas” conectadas pela Internet.

Parece que não existem limites para o mundo da Internet das Coisas, o que pode parecer roteiro de filme futurista, na verdade, é mais simples do que parece. A partir dessa ideia, pessoas e objetos estarão conectados. A Internet das Coisas ou Internet of Things conecta objetos de uso doméstico, aparelhos utilizados no cotidiano que desenvolvam ações inteligentes, por exemplo, uma geladeira que detecta a falta de alimentos e envia essas informações para sua conta no mercado, horas depois a compra é entregue na sua casa.

Essa tecnologia conecta ativos remotos e fornece um fluxo de dados entre eles e sistemas de gerenciamento centralizados. Estes ativos podem, então, integrar-se a processos organizacionais novos e existentes para prover informações sobre status, localização, funcionalidade, entre outros.

O Gartner Symposium ITxpo, que aconteceu em outubro em São Paulo, tratou deste tema e, também, alertou que o grande número de dispositivos, juntamente com o grande volume de dados da Internet das Coisas, cria desafios, particularmente, nas áreas de segurança, dados, gestão de armazenamento, servidores e redes de Data Center.

O Gartner identificou as seguintes mudanças potenciais:

Segurança:  a digitalização e automação dos milhares de dispositivos darão origem a novos desafios de segurança para muitos setores.

Empresa: os desafios de segurança continuarão pelo fato de que o Big Data aumentará, drasticamente, a complexidade de segurança.

Privacidade do consumidor: com o imenso volume de dados é preciso atentar para possíveis violações de privacidade.

Gestão de armazenamento: o Impacto na infraestrutura de armazenamento é outro fator que contribui para a demanda crescente. O foco atual precisa ser na capacidade de armazenamento, bem como, em saber se o negócio é capaz de coletar e usar dados da Internet das Coisas de uma maneira efetiva em termos de custos.

Além das fabricantes em si, a indústria de serviços tem muito a ganhar com esse crescimento. A expectativa é de US$ 235 bilhões na medida em que empresas de todos os tamanhos contratam fornecedores para instalação e operação de sistemas de Internet das Coisas. Os números também são animadores para as empresas de plataformas de conectividade, com companhias de hospedagem na nuvem e operadoras de internet. No total, a previsão é de um faturamento de US$ 868 bilhões.

Enquanto os maiores gastos estarão no mundo cooperativo, o maior número de dispositivos conectados estará nas casas das pessoas. Com os carros conectados sendo os maiores focos de atenção pelo usuário final, a expectativa é de que, do total de 6,4 bilhões de aparelhos ligados, 4 bilhões estejam nas mãos dos consumidores, que gastarão mais de US$ 546 bilhões na compra de dispositivos e também para manter toda essa estrutura funcionando.

Até 2020, os números são ainda maiores, a Gartner prevê que os usuários finais estarão gastando mais de US$ 1,5 trilhão com dispositivos conectados, um valor que é três vezes maior que a expectativa para o fim do ano que vem.

 

Com CanalTech e Gartner Group

 

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