Opinião | Educação a Distância: o setor que cresce na contramão da economia brasileira

Luiz Alberto Ferla 

O cenário de crise econômica tem obrigado muitas empresas brasileiras a reduzir e potencializar investimentos. Por outro lado, esse mesmo ambiente recessivo exige que as organizações sejam mais produtivas, o que passa, entre outros fatores, pela capacitação da mão de obra e uma otimização do tempo dos profissionais. Demandas que, somadas, têm gerado um aumento na busca por soluções de Educação a Distância no mercado corporativo, as quais reduzem os custos associados com viagens, deslocamentos e infraestrutura, ao mesmo tempo em que trazem mais comodidade e flexibilidade para os profissionais.

Estima-se que, em média, o modelo de Educação a Distância tenha custos de 50% a 70% menores do que os cursos presenciais. Não à toa, o crescimento médio anual do setor no país tem sido de 15% e a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância) projeta que, em até dez anos, essa modalidade represente 50% de todas as ofertas de cursos para formação e especialização no país, seguindo uma realidade que tende a ser vivenciada em outros países desenvolvidos.

Um importante vetor para a aceleração desse mercado está no avanço das tecnologias utilizadas para gerar uma melhor experiência e interação nos cursos online, como o uso da gamificação, com técnicas de jogos para garantir mais engajamento dos alunos, e a adoção de simuladores, que utilizam a realidade virtual para garantir a experiência mais próxima da vivência presencial.

Percebemos que o bom uso da tecnologia na Educação a Distância tem aumentado a captação de alunos, reduzido a evasão dos cursos online e incrementado o índice de satisfação e de qualidade das iniciativas. Graças à análise de dados e comportamentos, por exemplo, é possível identificar quando um aluno demonstra desinteresse por determinado conteúdo e, de forma proativa, oferecer um desafio adequado a seu perfil para motivá-lo a permanecer no curso.

Do lado dos profissionais, a aplicação de soluções tecnológicas na Educação a Distância também traz benefícios importantes. Isso porque, reduz os custos e o tempo gastos para formação e capacitação de qualidade, fundamentais para o crescimento profissional e a permanência no mercado de trabalho.

Na prática, se antes o formato de cursos online estava associado à formação e especialização barata, hoje o setor já venceu essa primeira barreira e desponta como uma alternativa de excelente qualidade para a educação tradicional. E, em breve, tende a transformar-se no modelo preferencial para alunos, empresas e instituições de ensino.

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Luiz Alberto Ferla é CEO do DOT digital group, empresa brasileira especializada na oferta de soluções para Educação a Distância e MarTech.

 

Este artigo fo publicado pelo Jornal Estado de MinasEcommerce NewsSegsRevista Fator BrasilMaxPress.

 

 

 

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